<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-4251776510857275807</id><updated>2011-11-09T09:49:44.151-02:00</updated><category term='relações humanas'/><category term='idiotices'/><category term='mudanças'/><category term='idéias'/><category term='cerveja'/><category term='coisa de mulher'/><category term='vontades'/><category term='crises'/><category term='amor'/><category term='fossa'/><category term='relacionamentos'/><category term='futebol'/><category term='paixão'/><category term='teorias'/><category term='álcool'/><category term='vida'/><category term='sinceridade sempre'/><category term='apaixonar-se'/><category term='contrariedade'/><category term='literatura'/><category term='destino'/><category term='mesa de bar'/><category term='deixa quieto'/><category term='motos'/><category term='comportamento'/><category term='noites'/><category term='dia da mulher'/><category term='liberdade'/><category term='futuro'/><title type='text'>the V. inside</title><subtitle type='html'>Considerações sobre a vida, o Universo e tudo mais.



(Ann? Douglas Adams? Lamento, nunca ouvi falar)</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://thevinside.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thevinside.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Verônica Lemus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08500861381297175732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wLyA1WA2aGU/SQKY8CVMIgI/AAAAAAAAACw/IgzoB7jvdEE/S220/lingua+avatar.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>33</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4251776510857275807.post-1844175224991770699</id><published>2011-08-20T04:07:00.003-03:00</published><updated>2011-08-20T04:57:43.717-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='noites'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='cerveja'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='apaixonar-se'/><title type='text'>A diferença entre uma latinha e o nada</title><content type='html'>Foram duas latinhas aquela noite. Duas &lt;i&gt;cans&lt;/i&gt; geladas e gotejantes do mais puro sabor holandês. Um gole vinha e descia, devagar e intenso, preenchendo cada célula disponível de água, cevada e torpor. Simples prazer. Um gole seguido do outro e, de repente, o ambiente que já era bastante bom tornou-se um dos lugares mais interessantes do planeta. Digno de êxtase, diria. Um êxtase que há muito não se sentia. &lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Entre os goles cheios e as risadas, os olhares teimavam por escapar dos rostos amigos falantes. Não, eles não conseguiam deixar de olhar, olhar e marcar profundamente na memória (coração?) aqueles cabelos compridos. Era muito mais que o cabelo. O mais rápido relance da história dos amores à primeira vista (exagero) desencadeou aquela enxurrada de pensamentos, sentimentos, atrevimentos (ainda que não passassem de meros desejos de uma mente tomada pelo encantamento). &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O nariz era delicado, o rosto meio moleque, o cabelo liso da cor da terra. Terra que pareceu estremecer quando seus ombros quase se encontraram (ou foram as pernas?). Não importa. O mundo tinha acabado de voltar a girar. E era colorido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A música parecia saber de tudo que se passava naquela cabecinha delirante, e os solos da guitarra arquitetavam juntamente com os vocais e o baixo um plano para que seus desejos e devaneios se tornassem realidade. Mas não essa realidade bruta e má e mal-encarada que parecia acostumada e maliciosamente satisfeita em sabotar as expectativas alheias.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Por isso, outra lata veio. A cerveja, agora, começava a ganhar e a realidade já não parecia mais tão invencível. Quem sabe, por sorte, os olhares se encontrassem e talvez, sem timidez, pudessem trocar as palavras mais importantes que se poderia dizer naquele momento - mas perfeitamente pronunciadas sem som algum, na língua do silêncio (um dos idiomas mais lindos de que se tem notícia).&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas os goles foram diminuindo. A música ganhando ritmo. Os pensamentos se tornando mais impensáveis. Por fim, os goles terminaram. A música, continuava. Os pensamentos, perdiam força. Mas o encantamento, esse não! O encantamento ainda estava lá, naquele cabelo, naquele rosto, nos olhos fechados enquanto a música ia criando sentido nos ouvidos e desembocando naquele corpo que dançava e cantava e existia. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas foram duas latinhas naquela noite. Duas latinhas que permitiram àquele coraçãozinho uma partícula de esperança apenas. Duas latinhas e nada mais. Que não viveram o suficiente para dar coragem àquelas pernas para que caminhassem na direção da felicidade, do encantamento, dos cabelos compridos. O sabor do beijo ficou na imaginação. A força das mãos e do abraço não passaram de chutes nem de longe estatísticos. A possibilidade do "tudo" ficou restrita ao universo de amostragem dos amores que poderiam ter sido, mas que não foram. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quem sabe, talvez, se tivessem sido três latinhas, geladas e gotejantes, preenchendo cada célula disponível de água, cevada, torpor e coragem. Simples amor. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4251776510857275807-1844175224991770699?l=thevinside.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thevinside.blogspot.com/feeds/1844175224991770699/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4251776510857275807&amp;postID=1844175224991770699' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/1844175224991770699'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/1844175224991770699'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thevinside.blogspot.com/2011/08/diferenca-entre-uma-latinha-e-o-nada.html' title='A diferença entre uma latinha e o nada'/><author><name>Verônica Lemus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08500861381297175732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wLyA1WA2aGU/SQKY8CVMIgI/AAAAAAAAACw/IgzoB7jvdEE/S220/lingua+avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4251776510857275807.post-4914006647211878272</id><published>2010-06-16T18:35:00.002-03:00</published><updated>2010-06-16T18:38:35.079-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futebol'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mesa de bar'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relacionamentos'/><title type='text'>Amor, bebe essa cerveja...</title><content type='html'>&lt;em&gt;publicado originalmente no jornal laboratório &lt;/em&gt;Zero&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cenário: Um bar razoável, mais para capenga do que razoável, mas era perto de casa. A cerveja nem era tão barata, mas a batata era boa e o garçom já era amigo. Eu, meu namorado e mais uns cinco amigos dele, todos homens, reunidos numa mesa amarela da Skol para quatro pessoas. O assunto: futebol. Mais especificamente, a Copa do Mundo.&lt;br /&gt;- Pô, o Dunga se superou. Velho, o Kleberson, o Kleberson!&lt;br /&gt;- É, eu não esperava outra coisa do Dunga. Mó turrão, cabeça-dura. É a seleção mais sem graça desde 90.&lt;br /&gt;- Mas o Kleberson, velho. Tive que entrar naquela comunidade “Kléberson doe sua vaga”. Ele é muito ruim, velho.&lt;br /&gt;- E o Ganso meu? Ele e o Neymar eram obrigação!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ganso, Dunga... Futebol é uma coisa engraçada. É claro que eu já tinha ouvido falar no Dunga, talvez não nesse Dunga, o técnico, mas achei que não estava assim tão por fora do assunto. Numa situação dessas, em que você é a única mulher na roda e, além disso, é a namorada de um deles, você tem que mostrar que está ligada, tem que mostrar o quão boa namorada é. Imagina, além de linda e inteligente, também gosta de futebol. Foi aí que tive a grande idéia de participar da conversa:&lt;br /&gt;- Amor, por que o Ronaldinho não foi convocado?&lt;br /&gt;- Ah! O Dunga não gosta dele. Disse que ele não tava comprometido com a equipe. Mas eu acho – ele disse, virando-se para os demais da roda – que o Dunga tinha que chamar o Ronaldinho Gaúcho. Mesmo não jogando tudo o que pode, ele ainda é melhor do que os outros. E meu...&lt;br /&gt;- Não, amor – o interrompi, tocando no braço – perguntei do Ronaldinho, o fenômeno.&lt;br /&gt;- Ah! – disse ele, jogando a mão pra cima e em seguida alcançando seu copo de cerveja – o Ronaldo! É Ronaldo, não Ronaldinho. Ronaldinho é o Ronaldinho Gaúcho.&lt;br /&gt;- Mas antes do Ronaldinho Gaúcho, o Ronaldo era chamado de Ronaldinho.&lt;br /&gt;- É, mas não é mais.&lt;br /&gt;- Por que não?&lt;br /&gt;E, dando-me um olhar meio decepcionado, meio chocado, querendo dizer “não acredito que você tá perguntando isso”, disse:&lt;br /&gt;- Aqui, amor, bebe essa cerveja.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok. Então talvez eu não estivesse assim tão por dentro do assunto. Na verdade, nunca dei muita importância para o futebol. A não ser aos domingos e quartas-feiras, quando meu namorado me deixa em casa e vai assistir aos jogos no Josias. “É que ele tem SporTV, amor”. Sei. Mas o fato é que, até esse momento, Neymar e Kleberson eram apenas mais uns desses jogadores com nomes estranhos. Mas a Copa do Mundo está aí, e meu namorado lá – no Josias. O jeito é arregaçar as calças e sentar a bunda na cadeira: menos de uma semana para entender tudo de futebol.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Os centrais ou zagueiros têm a função de ajudar o guarda-redes&lt;a title="Guarda-redes" href="http://nikkeyweb.com.br/wiki/Guarda-redes"&gt;&lt;/a&gt; a proteger a baliza, tentando desarmar os atacantes adversários.” Guarda-redes? Baliza? Acho que o nikkeyweb.com.br não é a melhor fonte. Wikipédia, só restou você: “Esquema tático 3-5-2: é o segundo mais utilizado atualmente. Possui um meio-campo com 2 volantes e 2 laterais avançados, sem a obrigação de marcar, sendo denominados alas. Também possui dois centroavantes que recebem bolas cruzadas na área pelos alas...” Uhum, uhum, certo, acho que entendi. Então o 3-5-2 é uma opção mais defensiva que o 4-4-2, já que tem um jogador a mais na defesa, o zagueiro, que é aquele carinha que fica mais no fundo, entre a linha do meio de campo e o gol. Os laterais foram colocados mais para frente, e nesse caso são chamados de alas. Ah, sim. O volante é o cara que faz a ligação entre a defesa e o ataque, anula as jogadas ofensivas do time adversário, sendo que para isso é importante que o jogador se garanta na marcação, mas também precisa ser bom de investida para puxar o contra-ataque.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos, e com a ajuda de alguns amigos, as coisas começavam a fazer sentido. Então o Kleberson – volante que, no Flamengo, foi mandado para a reserva – não era tecnicamente ruim. Estava apenas numa má fase. Diferente do Hernanes, do São Paulo, que tem um chute muito bom, está numa boa fase – tanto na marcação como no apoio ao ataque – mas que o Dunga resolveu ignorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O cenário: o mesmo bar, mais capenga que razoável, onde a cerveja nem era tão barata, mas a batata era boa e, o garçom, amigo.&lt;br /&gt;- Tô com o Josias. O Ganso era uma das melhores opções do Dunga. É um cara que tem consciência do seu papel no time, sabe? – eu disse, enquanto passava catchup na batata.&lt;br /&gt;- Ah, pára! Injustiça mesmo é não chamar o Neymar. – disse meu namorado, enquanto punha os cotovelos em cima da mesa, ao redor do copo.&lt;br /&gt;- Amor, não viaja. O Neymar é muito cai-cai, super imaturo, tinha mesmo que ficar de fora.&lt;br /&gt;- É, mas pelo menos um o Dunga acertou. Felipe Melo é o melhor jogador dessa seleção. - disse ele.&lt;br /&gt;O silêncio.&lt;br /&gt;E então, olhando-o meio decepcionada, meio chocada, querendo dizer “não acredito que você tá falando isso”, eu disse:&lt;br /&gt;- Aqui, amor, bebe essa cerveja.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4251776510857275807-4914006647211878272?l=thevinside.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thevinside.blogspot.com/feeds/4914006647211878272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4251776510857275807&amp;postID=4914006647211878272' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/4914006647211878272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/4914006647211878272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thevinside.blogspot.com/2010/06/amor-bebe-essa-cerveja.html' title='Amor, bebe essa cerveja...'/><author><name>Verônica Lemus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08500861381297175732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wLyA1WA2aGU/SQKY8CVMIgI/AAAAAAAAACw/IgzoB7jvdEE/S220/lingua+avatar.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4251776510857275807.post-6651452517603595382</id><published>2010-02-08T13:20:00.001-02:00</published><updated>2010-02-08T13:22:01.432-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='motos'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='liberdade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Johnny, don't go</title><content type='html'>Johnny era assim: livre. Johnny gostava de motos, de uísque e de cigarros. Ele era assim: adorava ser livre. Johnny tinha jaqueta de couro, tatuagem de cobra e um sorriso mau, deliciosamente mau. Ele usava botas, um lenço pendurado no cinto. Johnny era assim: estava sempre de cinto. Johnny tinha uma garota. Jane. Jane era assim: linda. Johnny gostava de Jane, gostava do cheiro de Jane, gostava das pernas de Jane. Jane era assim: quente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dia, Johnny acordou se sentindo estranho. Deliciosamente estranho. Beijou a nuca suave de Jane, passou a mão por sua cintura e levantou-se. No banheiro, Johnny olhou-se no espelho demoradamente, profundamente, viu-se inteiramente. Inteiramente livre. Johnny acordou Jane e disse: gata, eu tenho que ir. Jane não entendeu. “Eu preciso ir embora”. “Então vá”, disse Jane, “mas quando voltar me traga umas flores”.&lt;br /&gt;E Johnny saiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jane passou o dia esperando Johnny. E a noite. E o dia seguinte. E os próximos dias seguintes. Jane não entendeu. Jane gostava de Johnny. Jane chorou. Jane dormiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Johnny seguia a estrada, até onde a estrada fosse. Johnny gostava do vento, gostava da estrada, gostava de velocidade. Johnny era assim: amante da liberdade. Johnny conheceu Jack. Jack também gostava de motos. Juntos, Johnny e Jack conheceram o estado, marcaram cidades, amaram garotas. Juntos, eles eram assim: irresistíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Johnny queria saber se Jack também havia deixado alguém. Jack disse que não, que nunca sequer tivera alguém para deixar. Johnny não entendeu. “Nunca amei alguma garota, não sei o que é amar”. Johnny disse que era incrível. Johnny sentiu saudades de Jane. Jack quis saber por que Johnny a havia deixado. Johnny disse que precisava conhecer o mundo, precisava do vento, da estrada, precisava ser livre. Jack não entendeu. “Eu queria viver intensamente.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack passou a noite pensando nas palavras de Johnny. Sentiu inveja do amor de Johnny, sentiu pena de Jane, sentiu-se só. Jack era assim: um solitário. Antes de partirem para a próxima cidade, Jack perguntou a Johnny o que Jane fez quando Johnny a deixou. “Ela não percebeu a verdade. Ela disse ‘quando voltar me traga umas flores’”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Johnny e Jack saíram juntos. Moto e moto, vento e vento, mais estrada. Johnny sorria. Jack não entendia. Johnny desafiou Jack para uma corrida. Uma garrafa de uísque para o vencedor. Mas Jack não estava interessado. Jack queria saber por que Johnny havia deixado Jane se Johnny a amava. Johnny olhou para o céu, pensou e respondeu: eu não sei. Jack ficou olhando para Johnny. Johnny continuava a olhar o céu. Lembrou-se de Jane, do cheiro de Jane, das pernas de Jane.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Johnny olhou para Jack. O desafiou novamente para uma corrida, mas agora seriam duas garrafas de uísque para o vencedor. Mas Jack não estava interessado porque Jack sentiu que finalmente entendia Johnny e Jack finalmente descobriu o que é amar. Jack amava Jane. Johnny quis saber o que havia com Jack. Jack disse que precisava ir embora. Johnny não entendeu. “Eu tenho que ir.”&lt;br /&gt;E Jack partiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jane acordou se sentindo estranha. Deliciosamente estranha. Olhou-se no espelho demoradamente, profundamente, viu-se inteiramente. Inteiramente livre. Jane desceu as escadas, foi para a sala e na mesa de centro estavam as flores mais lindas que já havia visto. Johnny levantou-se do sofá e foi em direção à Jane. Jane chorou, Jane sorriu. Johnny a abraçou, a beijou, olhou-a nos olhos. Olhou demoradamente, profundamente, viu-se neles inteiramente. Inteiramente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Johnny precisava sair para guardar a moto. Quando Johnny abriu a porta, quase caiu. Quase caiu ao tropeçar em duas garrafas de uísque.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4251776510857275807-6651452517603595382?l=thevinside.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thevinside.blogspot.com/feeds/6651452517603595382/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4251776510857275807&amp;postID=6651452517603595382' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/6651452517603595382'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/6651452517603595382'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thevinside.blogspot.com/2010/02/johnny-era-assim-livre.html' title='Johnny, don&apos;t go'/><author><name>Verônica Lemus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08500861381297175732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wLyA1WA2aGU/SQKY8CVMIgI/AAAAAAAAACw/IgzoB7jvdEE/S220/lingua+avatar.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4251776510857275807.post-5048148458585832058</id><published>2009-10-25T22:27:00.001-02:00</published><updated>2009-10-25T22:29:48.230-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='álcool'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='literatura'/><title type='text'>Analisando Bukowski</title><content type='html'>Analisador 1:&lt;br /&gt;- Buko... ihc!, desculpa, Bukowski era um cara que... que não tinha nada Ihc!, droga, era um cara que não tinha nada pra dizer, mas mesmo assim dizia com uma sinceridade tocante, sempre com aquele ihc! tom de provocação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisador 2:&lt;br /&gt;- É verda ihc! de. Puta cara honesto. Era um desses caras que a gente não vê mais hoje ihc! em dia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisador 3:&lt;br /&gt;- Sei lá meu, ihc! Acho que o cara era ihc! bêbado só. A única coisa grandiosa que ele fez foi ter comido umas mulheres nojentas. E só meu, ihc!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisador 2:&lt;br /&gt;- Ah velho, não ihc! fode. O cara era foda! Foda!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisador 1:&lt;br /&gt;- Zzzz...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisador 3:&lt;br /&gt;- Bicho, que mané, dor ihc! miu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisador 2:&lt;br /&gt;- Pega a cerveja dele. Ihc!, e vamo embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisador 3:&lt;br /&gt;- E vamo pra onde?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Analisador 2:&lt;br /&gt;- Ah, que se dane. Vamo ihc! comer umas mulheres nojentas.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4251776510857275807-5048148458585832058?l=thevinside.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thevinside.blogspot.com/feeds/5048148458585832058/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4251776510857275807&amp;postID=5048148458585832058' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/5048148458585832058'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/5048148458585832058'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thevinside.blogspot.com/2009/10/analisando-bukowski.html' title='Analisando Bukowski'/><author><name>Verônica Lemus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08500861381297175732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wLyA1WA2aGU/SQKY8CVMIgI/AAAAAAAAACw/IgzoB7jvdEE/S220/lingua+avatar.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4251776510857275807.post-7126041251885081759</id><published>2009-10-15T21:10:00.004-03:00</published><updated>2009-10-15T21:17:02.274-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vontades'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='sinceridade sempre'/><title type='text'>Carta de intenção para intercâmbio na Argentina</title><content type='html'>&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Para Bruno Volpato&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;Florianópolis, 15 de outubro de 2009.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos examinadores&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O objetivo de todo programa de intercâmbio é a troca de conhecimento. O intercambista levará ao país escolhido um pouco da sua cultura, terá a oportunidade de compartilhar idéias e valores, e também absorverá muito dos costumes e convicções do país visitado.&lt;br /&gt;Assim sendo, de forma clara e objetiva, sem perder-me em conjecturas nem em reflexões hipócritas que trairiam valores éticos, tais como a sinceridade, apresento minha digna intenção quanto ao programa de intercâmbio:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dar graus.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Atenciosamente,&lt;br /&gt;Verônica Lemus.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4251776510857275807-7126041251885081759?l=thevinside.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thevinside.blogspot.com/feeds/7126041251885081759/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4251776510857275807&amp;postID=7126041251885081759' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/7126041251885081759'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/7126041251885081759'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thevinside.blogspot.com/2009/10/carta-de-intencao-para-intercambio-na.html' title='Carta de intenção para intercâmbio na Argentina'/><author><name>Verônica Lemus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08500861381297175732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wLyA1WA2aGU/SQKY8CVMIgI/AAAAAAAAACw/IgzoB7jvdEE/S220/lingua+avatar.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4251776510857275807.post-2547320732365152537</id><published>2009-09-23T03:27:00.002-03:00</published><updated>2009-09-23T03:31:32.294-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='paixão'/><title type='text'>Que não devia</title><content type='html'>Paixão. Que não devia existir. E não existe. Mas é paixão, que passa, que vem e que foi, e que a gente sabe que volta. Mas não devia. É errado. Incrível como nossos sonhos e desejos nos enganam. Horrível como cada ilusão se quebra, estilhaços por aqui e ali. Que se remontam, transfiguram-se, escondem a verdade que a gente não quer pra si.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inacreditável como aqueles olhos eram leves. Leves demais. Aquele olhar não me olhará de novo. Naqueles olhos eu o procurei, procurei seu nome, sua alma. Mas foi impossível enxergar. Naqueles olhos havia um encanto – mágico e ameaçador – que provoca, me fez tentar, querer beijar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Abraços que não diziam nada, só diziam que sim. Mãos que deslizaram, suavemente. Mas que não diziam nada, só diziam que sim. Queriam um sim. Um beijo sem gosto, ainda que perfeito. Um arrepio sincero, mas que não falava por quem sussurrava. E as palavras. Foram as piores. Ditas por uma voz que tinha sua própria história, que me contava histórias, me fazia sorrir. Uma voz que ainda ouço. Palavras que ainda lembro e as que não valeram nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não há lamento. Não há rancor. Só há paixão. Que não devia existir. O ódio não tem forças, só o orgulho. Orgulho não se sabe pelo quê. Então não há orgulho. Nem ódio. Só existe o amor e o pesar, a dor da frustração, a paixão por aquele olhar. Aquele olhar. Que não sai da cabeça, do corpo, de mim. Aquele olhar, que não me olhará de novo. De modo algum.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4251776510857275807-2547320732365152537?l=thevinside.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thevinside.blogspot.com/feeds/2547320732365152537/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4251776510857275807&amp;postID=2547320732365152537' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/2547320732365152537'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/2547320732365152537'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thevinside.blogspot.com/2009/09/que-nao-devia.html' title='Que não devia'/><author><name>Verônica Lemus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08500861381297175732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wLyA1WA2aGU/SQKY8CVMIgI/AAAAAAAAACw/IgzoB7jvdEE/S220/lingua+avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4251776510857275807.post-4855128777517443855</id><published>2009-09-11T19:49:00.004-03:00</published><updated>2009-09-20T20:16:55.113-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='contrariedade'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>No básico</title><content type='html'>Mesas e cadeiras vermelhas. As janelas fechadas, privando o vento da sua atividade principal que é bagunçar cabelos enquanto sopra guardanapos para longe. Embora todos parecessem concordar com as janelas cerradas, em algum lugar - no interior de seus corações tipicamente humanos - estava contida  aquela vontade incontrolável de contrariar o modo como as coisas são e estão pelo simples prazer de contrariar.&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Ai, abre essa janela. Tá muito abafado.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Era isso, e não outra coisa, que a população daquela cantina gostaria de esbravejar, com caretas e gestos de irritabilidade tão peculiares do ato de reclamar. A instatisfação de um dia nublado e choramingante sobrepujava qualquer outro sentimento gentil que tivesse a audácia, teimosia ou petulância de querer aparecer. Não. Não havia permissão nem espaço para gentilezas num dia como esse.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O jeito era tomar um café, garfar um pedaço de torta, se esconder atrás de um croissant. As gentilezas estavam reservadas para as "delícias" padarísticas e lanchoneteiras - pretensamente chamadas de comida - que amançavam os corações e temperamento daqueles que por ali renderam-se a reclamar do tempo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um aceno rápido e um sorriso tão espontâneo quanto a iniciativa de lavar um banheiro despista qualquer intenção de aproximação e afabilidades que alguém com um  mínimo de tato possa ter tido ao ver um conhecido seu cabisbaixo, debruçado em cima de um bloquinho. Tem gente que (não) entende.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O último gole de café também é o último momento de conformação com as condições meteorológicas. O que resta no copo, fica para as abelhas. O que resta do dia, não fica para ninguém. Amanhã é como se o ontem não tivesse acontecido. Amanhã fará sol e as janelas estarão abertas. O vento bagunçará cabelos e soprará para longe os guardanapos. E embora que todos parecerão concordar com as janelas escancaradas, em algum lugar dentro de seus corações tipicamente humanos estará contida aquela vontade incontrolável de ser feliz.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4251776510857275807-4855128777517443855?l=thevinside.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thevinside.blogspot.com/feeds/4855128777517443855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4251776510857275807&amp;postID=4855128777517443855' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/4855128777517443855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/4855128777517443855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thevinside.blogspot.com/2009/09/mesas-e-cadeiras-vermelhas.html' title='No básico'/><author><name>Verônica Lemus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08500861381297175732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wLyA1WA2aGU/SQKY8CVMIgI/AAAAAAAAACw/IgzoB7jvdEE/S220/lingua+avatar.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4251776510857275807.post-5589379533791424495</id><published>2009-08-19T03:46:00.004-03:00</published><updated>2009-08-19T03:52:35.930-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='álcool'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='fossa'/><title type='text'>Uma dose</title><content type='html'>&lt;div&gt;Já não havia mais nada nas prateleiras. Nem na cozinha, nem nos armários, nem em lugar nenhum. Precisava de álcool como precisava de amor. Sempre o amor. Por que era tão difícil esquecer palavras que foram ditas há muito tempo atrás? Por que era tão terrível conviver com as verdades silenciosas que corações pouco experientes se negavam a enxergar?&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O máximo que conseguiu foi um resto de conhaque barato estocado há muito, dos tempos em que não precisava de tudo isso. Uma dose. Duas. Três. O mundo. Inacreditável lhe pareciam os sentimentos, por vezes nefastos, que aos outros eram tão comuns. Comuns e sórdidos. Tolos e injustificáveis.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Naquela noite em que se encontraram nenhum céu fora prometido. Nem mesmo o prazer. Prazer que não veio, apenas dor. Por tão pouco entregaria seus dias. Por tão pouco quase entregara a vida. Exagero. Não teria sequer entregado algumas horas. Mas não importava. O ódio existia, tal qual o vexame de uma prova não ganha. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Perdera demais o seu tempo. Atitudes vazias, quase impensadas, vez ou outra lhe revolviam as entranhas e retomavam seus lugares em seu pensamento. Perdia muito tempo com eles. Tão incansáveis em pensar. E rodavam, perscrutavam, invadiam as horas, os dias, os poros. Nunca uma alma haveria de ser tão marcada.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E não era. Sabia que havia momentos cruéis. Estava preparada. Mas nunca se está preparado para aquilo que não se quer. Temos vagas idéias, boatos ouvidos em conversas alheias, tão distantes e efêmeros que não chegam a fazer diferença quando é o sol que ilumina o horizonte. Não. A preparação não existe. O "saber-agir" é desacreditado quando a realidade é mais forte. E ela sempre é. Sempre será.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O que aquece a noite não é a companhia, é a solidão. Solidão que queima a garganta, quando sorvida de um gole só. Uma dose. Duas. Três. A vida. Antes fosse outra, antes fosse nova. Agora tudo não passam de erros. Seguidos, um atrás do outro, que atormentam as horas, colidem no escuro. O escuro que é o futuro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A certeza do que é dito se esvaiu. O pó não apaga o fogo. Não esse fogo. Que queima. Uma dose. Duas. Muito mais que três em um dia. Quebrar um copo não quebra um erro. Quebrar dois, três, sete, porém, não quebram um sonho. Não quebram forças. Quebram uma mentira. Consertam uma verdade. Mas não quebram uma noite, e muito menos consertam um erro.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma dose. Duas. Três. Quebrar um copo não conserta um ódio, mas também não quebra um amor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4251776510857275807-5589379533791424495?l=thevinside.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thevinside.blogspot.com/feeds/5589379533791424495/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4251776510857275807&amp;postID=5589379533791424495' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/5589379533791424495'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/5589379533791424495'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thevinside.blogspot.com/2009/08/ja-nao-havia-mais-nada-nas-prateleiras.html' title='Uma dose'/><author><name>Verônica Lemus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08500861381297175732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wLyA1WA2aGU/SQKY8CVMIgI/AAAAAAAAACw/IgzoB7jvdEE/S220/lingua+avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4251776510857275807.post-5996738027469689681</id><published>2009-07-31T04:36:00.009-03:00</published><updated>2009-08-19T03:55:01.596-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='álcool'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='noites'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='futuro'/><title type='text'>Like a blueberry night</title><content type='html'>&lt;div&gt;O lugar fedia a suor e cigarro. Era quase possível enxergar o ar, amarelo sujo. O bafo ácido do ambiente parecia grudar em tudo que tocasse: cabelo, pele, roupas, alma. As luzes quase não existiam. As mesas de sinuca, ao fundo, distraíam mentes perdidas, jogadores sem sorte na vida. Não se viam pessoas. Viam-se apenas silhuetas, corpos grandes, gordos, baixos, tortos. Não se viam velhos, nem se viam jovens. Eram todos homens e algumas mulheres. Olhos e histórias não faziam diferença alguma num lugar como esse.  &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Vai querer o quê? – perguntou um homem baixo, careca, de pele sebosa, quase um globo humano refletindo as luzes difusas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Rum, por favor. – respondi, quase arrependida por estar ali. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas não chegava a estar arrependida. Apenas um pouco bêbada. A garrafa de vodka tinha se acabado há alguns minutos e o bar mais próximo era esse botequim caindo aos pedaços. Ao menos o bar tinha daqueles bancos redondos alcochoados que davam voltas em si mesmos. Ou era eu quem estava girando.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O lugar me dava náuseas. E o sujeito magrelo, de nariz grande e ameaçador, me olhando dos pés à cabeça sentado a dois bancos de distância, também. Seu sorriso alcoolizado, cheio de pensamentos podres, me causava um asco tremendo, mas não tive saco pra me mudar de lugar. "Ele que vá a merda!", pensei, num súbito momento de impaciência.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas a verdade era que eu não estava ali apenas pela bebida. Ninguém está em lugar nenhum por causa dela. A bebida não é o fim, é o meio. É um ponto de vista. Arriscado, sim. É possível enganar-se, ainda que o que vemos através dela seja a mais pura verdade. Talvez nao a queiramos ver. Ninguém quer se descobrir fraco ou vulnerável. Muito melhor segurar uma pose, agarrar-se a uma crença, mentir sobre o que se sente. Não. Me encontrava nesse bar por outro propósito. Talvez, em busca de algum. Não sei bem.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Mais um rum, por favor. - pedi ao seboso. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Que pele nojenta. Será que ele não se importava? E por que se importaria? Ele tinha um bar. Não era alguém que sobrevivia da aparência. Era um alguém livre, não fosse a dor de viver sozinho, uma dor já calejada, anestesiada por outras tantas dores e cachaças baratas.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Eu gostava de estar onde estava, apesar de tudo. O lugar não prestava, mas eu tampouco. Há alguns anos larguei a faculdade, a família, os amigos que a gente junta por essa vida. Abandonei aqueles dias de sorrisos fáceis, de felicidades simples, liberdade mentirosa na qual nos fazem acreditar. Um futuro era o que eu queria. Um futuro que fosse meu, seja o futuro que fosse. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Trabalhei em alguns lugares, juntei algum dinheiro. As cidades que conheci não eram assim tão bonitas afinal. Imaginava o mundo muito mais colorido do que realmente era. Não importa. Sempre preferi a verdade. E quanto mais feia era ela, mais eu gostava. O prazer de superar e encarar as coisas como elas são. Sem ilusões de mais, nem mentiras de menos. Tornar-me mais forte a qualquer custo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Uma briga começou nos fundos, atrás de mim. Dei uma espiada por cima dos ombros e voltei para o meu rum. Não iria durar, os dois marmanjos mal conseguiam se manter em pé.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A noite passou, mais alguns runs vieram. Copos quebrados e garrafas estilhaçadas estavam sendo varridos, junto com a sujeira sem nome dos tantos que estiveram ali. O homem seboso perguntou se eu iria querer mais alguma coisa. Eu queria dizer que sim, queria dizer que queria o mundo, que queria uma água, que queria porcaria nenhuma. Mas só consegui balbuciar algumas palavras sem sentido algum.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Você tem como ir pra casa? - argüiu o homem, a quem eu estava a ponto de chamar de amigo. Parecia sinceramente preocupado, apesar da testa franzida alegando totalmente o contrário. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Acabei de me mudar, obrigada. - disse, sem saber saber o que tinha dito, apenas tendo certeza de que não fazia o menor sentido.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Do lado de fora, no ar gelado e cristalino da madrugada, enquanto caminhava em direção a lugar nenhum, tentava me lembrar do motivo de ter ido até aquele bar. "Eu queria alguma coisa, eu sei que queria alguma coisa". Meus passos iam quase sozinhos, enquanto meus pensamentos davam voltas. Não, o que eu queria não estava no bar. Nem naquela cidade. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Um mendigo atravessou a rua, quase sendo atravessado por ela. Ele andava meio caído pro lado, com os braços erguidos gritando que sabia: "eu sei! eu sei!". Quisera eu ter aquela certeza. Depois de muito andar, finalmente parei para prestar atenção aonde estava indo. A rodoviária estava a uns 20 metros a frente. Conferi quanto dinheiro tinha na bolsa, lembrei do que deixara pra fazer no dia seguinte e não tive mais dúvidas:&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;- Uma passagem de volta, por favor.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4251776510857275807-5996738027469689681?l=thevinside.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thevinside.blogspot.com/feeds/5996738027469689681/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4251776510857275807&amp;postID=5996738027469689681' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/5996738027469689681'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/5996738027469689681'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thevinside.blogspot.com/2009/07/like-blueberry-night.html' title='Like a blueberry night'/><author><name>Verônica Lemus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08500861381297175732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wLyA1WA2aGU/SQKY8CVMIgI/AAAAAAAAACw/IgzoB7jvdEE/S220/lingua+avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4251776510857275807.post-3056124374323910272</id><published>2009-07-03T01:24:00.008-03:00</published><updated>2009-08-19T03:55:22.196-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='álcool'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='destino'/><title type='text'>Para onde tiver que ir</title><content type='html'>Sentada na rua, de noite. Luzes tão fortes, tudo é tão triste. Mas belo. O frio, ela nem liga, quase não o sente mais, de modo algum. Ele está ali, mas não se percebe. O calor do corpo a engana e não deixa a pele à mercê do arrepio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De um lado o lixo, a alguns passos tortos e bêbados de distância. Do outro, a rua, inteira, profunda, que leva ao longe. Leva onde somente o silêncio é capaz de acompanhar. Enquanto decide qual lado tomar, o vento rasga seu rosto, dilacera seus sonhos, mas divide consigo uma vontade imensa de viver, e de sair voando.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O gato preto do outro lado da rua caminha devagar. O mistério daqueles olhos amarelos parece entender todo aquele momento, parece dizer “vá, para onde tiver que ir”. O meio-fio, gelado e sujo, segura seu corpo para que não caia mais, para que não afunde mais além daquele chão. O cabelo desarrumado se encontra com a poeira grossa daqueles que já pisaram por ali. Poeira de quem foi e já voltou, de quem foi e foi pra sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma garrafa de vinho, vazia, pendendo do meio-fio. Um toque e ela cai. Vai cair e rolar, do jeito que for, até encontrar um buraco, uma pedra, algum bom motivo que a faça parar. Ela não quer parar. Quer seguir. Quer levantar, e sair, pra onde tiver que ir. Ela tenta ficar de pé. Tudo gira, e fica girando, confundindo as cores, misturando imagens. Borrões, apenas. Que giram, que a fazem lembrar de dias quentes, dos dias que passava horas num balanço, indo e vindo cada vez mais alto só pra que pudesse sentir o vento, o mesmo vento que a encontrou nesta noite. Mas não é o mesmo. Ela sabe disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De pé, entortando os passos, afunda o salto numa fenda qualquer. Cai. De joelhos. Uma cena patética não fosse o sangue, vermelho e sincero, que escorre pela perna, riscando a pele com sentimentos reais. Ardor. Que arde como um amor mal resolvido, como um mal-entendido, que a faz agoniar até que ele perca a força e resolva parar de arder. Mas nesse momento ainda arde. E a cada movimento arde cada vez mais. As lágrimas já não conseguem mais se conter. Simplesmente caem, derrotadas, cansadas daquela bravura que nunca foi o seu forte.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar disso, sente-se bem. O mundo explodindo em sons, em caos, e ela ali, sozinha, somente frio e silêncio. E o ardor. Sabendo que não irá conseguir levantar novamente, ela se deixa ficar, deitada e quieta, numa paz que só se sente depois de tanta briga, de tantos conflitos. A paz de quem merece paz e descanso. Paz transmudada em felicidade, daquelas que completam, que preenchem, que fazem a gente pular e sorrir e amar e viver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Você está bem?” pergunta uma voz forte, um pouco rouca. Ela olha em seus olhos, o enxerga por dentro; sente um calor vindo do toque daquelas mãos e responde que sim. Ele tira o salto da fenda, tira o outro sapato do pé e a ajuda a se reerguer. Daqueles braços ela sentiu uma força que parecia conhecer a tempos. Ele pergunta para onde a deveria levar, e ela, num momento de lucidez onde todo seu futuro ficou claro, respondeu: com você.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4251776510857275807-3056124374323910272?l=thevinside.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thevinside.blogspot.com/feeds/3056124374323910272/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4251776510857275807&amp;postID=3056124374323910272' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/3056124374323910272'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/3056124374323910272'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thevinside.blogspot.com/2009/07/para-onde-tiver-que-ir.html' title='Para onde tiver que ir'/><author><name>Verônica Lemus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08500861381297175732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wLyA1WA2aGU/SQKY8CVMIgI/AAAAAAAAACw/IgzoB7jvdEE/S220/lingua+avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4251776510857275807.post-8832142007469216712</id><published>2009-05-26T20:32:00.004-03:00</published><updated>2009-05-27T14:28:43.542-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='relações humanas'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Disponível, mas tô sussa.</title><content type='html'>Objetividade. Acredito que tudo nessa vida deveria ter como principal valor a objetividade. Pois bem, então sejamos diretos. As pessoas - indivíduos complexos, peculiares, e absurdamente esquisitos – possuem necessidades, desejos e vontades que precisam ser saciados; sonhos que precisam ser realizados, se não em sua totalidade, pelo menos uma boa parte. Do contrário, nos tornamos pessoas amargas, frustradas, de saco cheio dessa vida de merda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então por que complicar mais e mais nosso trilhar por este mundo, tão grande e tão só, com suposições? Ou com hipóteses abstratas que não fazem mais do que refletir nossa insegurança, nos tornando seres escravos dos "e se's" tão humanos?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sejamos diretos. Pessoas querem. Querem querer. Querem o que podem e não podem ter. Quanto ao que não podemos ter, tenho minhas dúvidas – talvez não queiramos tanto assim – mas ao que podemos ter e queremos, quanto a isso, eu diria: Tenha. E pronto. Como? Objetividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se nós humanos, serezinhos cheios de manias e frescuras, fôssemos diretos, pessoas não estariam sozinhas, pessoas não seriam enganadas, pessoas conseguiriam dormir, conseguiriam até existir tranquilamente sem ter que quebrar a cabeça com achismos. Darei um exemplo que constantemente me vem à cabeça e tenho certeza (ou fé) de que não é só à minha cabeça que ele vem torturar. Bem naqueles momentos mais inoportunos quando queremos prestar atenção em algo verdadeiramente importante, um tabu – para mim, pelo menos – surge de repente: As relações humanas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi numa dessas noites, conversando com uma amiga (oi manu!) sobre esse tema tão cansativo e necessário, que ela teve a brilhante idéia das plaquinhas:&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Manu says:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Sim! Tu vai dormir e pensa “caramba, tô me sentindo sozinha e aposto que tem mil caras no mundo se sentindo assim também”. Não faz sentido, alguém tem que fazer algo!&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;I say:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;uahuhaua né? Precisamos juntar essas pessoas.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Manu says:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Sim! Acho que a gente devia andar com placas. “Disponível, mas tô sussa”, “namorando”, “disponível e desesperada”.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Manu says:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Daí as pessoas paravam pra conversar. “Oi, vi que tu ta disponível e desesperada, eu também!”&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Manu says:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Bem melhor que agência de encontros e o caralho a quatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Achei a idéia simplesmente objetiva, direta. Simplesmente perfeita. Se escrevêssemos nossas vontades numa placa, tudo seria mais fácil, a vida seria mais prática. O mundo seria um gigantesco classificado, unindo pessoas com interesses em comum de forma produtiva. Sem enganação, nem dor de cabeça, sem horas de sono perdidas.&lt;br /&gt;A propósito, minha placa: “Disponível, mas sem pressa”.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4251776510857275807-8832142007469216712?l=thevinside.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thevinside.blogspot.com/feeds/8832142007469216712/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4251776510857275807&amp;postID=8832142007469216712' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/8832142007469216712'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/8832142007469216712'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thevinside.blogspot.com/2009/05/disponivel-mas-to-sussa.html' title='Disponível, mas tô sussa.'/><author><name>Verônica Lemus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08500861381297175732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wLyA1WA2aGU/SQKY8CVMIgI/AAAAAAAAACw/IgzoB7jvdEE/S220/lingua+avatar.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4251776510857275807.post-5447976416474468163</id><published>2009-05-06T19:25:00.006-03:00</published><updated>2009-05-12T21:45:25.472-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='crises'/><title type='text'>Como sempre estivera</title><content type='html'>É 01:06 da manhã e ela estava sozinha. Tudo bem, afinal, sempre estivera e nunca se importou com nada além de si mesma. Mas as pessoas mudam. Ela mudou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na noite anterior, ela ligou pras amigas e combinaram de sair. Escolhe a blusa, troca de calça, toma um gole de Saint Remy, troca de calça mais uma vez. Olha no espelho, não ficou bom. Troca de blusa, põe o sapato, toma um gole de Saint Remy, e mais um gole, e outro, até acabar e sai.&lt;br /&gt;E vai. Não pensa em mais nada. Com as amigas ela ri. Dos caras, ela se esquiva, “eu só quero dançar!” Só quer dançar. E não pensar em mais nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A noite acaba. Beijo, beijo. Tchau, tchau. Cama, cama. No dia seguinte, o dia transcorre cheio e na correria. Não pensa em mais nada além do que tem pra fazer. E ela sabe tudo o que ela deve fazer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o dia acaba. A noite chega. Sair de novo? Só amanhã! Ler, ler. Banho, banho. Cama, cama. É 01:06 da manhã e ela está na cama. Sozinha. Tudo bem, afinal, sempre estivera e nunca se importou com nada além de si mesma. Mas as pessoas mudam. Ela mudou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem inspiração nenhuma, ela pega o notebook e o põe sobre suas pernas. O desejo de escrever é imenso, tão imenso quanto o vazio que ela sente quando olha para o outro lado e não vê ninguém. Os sentimentos, as preocupações, tudo passa pela sua cabeça. Mas na hora de escrevê-los, as palavras somem, parecem decididas a não fazer parte dessa loucura, preferem o sossego do mundo das idéias, onde podem correr livremente sem a necessidade de fazer sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ela sabe que algo está diferente, mas não tem certeza do motivo. De repente, as coisas não são mais como são. De repente, as coisas velhas, que sempre lhe fizeram tão bem, arrumaram suas malas e tomaram um rumo diferente do seu, sem nem deixar um bilhete de despedida sequer. Simplesmente se foram, sem ela. Eis a razão da sua solitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Durante o dia, em meio à agitação das obrigações, o imenso vazio parece ser preenchido por alguns segundos de conversas triviais, de abraços triviais, de pessoas triviais. A substância das atitudes, a substância dos dias que passam parece não mais existir. Sonhar, amar, acreditar... Sempre fizera isso tão bem! Mas as pessoas mudam. Ela mudou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Seus sonhos parecem perdidos. Seu amor não tem mais aquele brilho no olhar e acreditar no que quer que seja, agora, soa como uma credulidade boba e sem propósito. É 01:45 da manhã e ela perdeu o sono. Perdeu o rumo. Vai rolar na cama procurando o carinho dos cobertores e o abraço do travesseiro. Sozinha, como sempre estivera. De volta à um mundo que antes costumava conhecer tão bem quanto a si própria.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4251776510857275807-5447976416474468163?l=thevinside.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thevinside.blogspot.com/feeds/5447976416474468163/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4251776510857275807&amp;postID=5447976416474468163' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/5447976416474468163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/5447976416474468163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thevinside.blogspot.com/2009/05/como-sempre-estivera.html' title='Como sempre estivera'/><author><name>Verônica Lemus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08500861381297175732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wLyA1WA2aGU/SQKY8CVMIgI/AAAAAAAAACw/IgzoB7jvdEE/S220/lingua+avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4251776510857275807.post-7214356423093412142</id><published>2009-04-06T00:11:00.009-03:00</published><updated>2009-08-17T00:35:33.414-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='mudanças'/><title type='text'>Foi naquele dia</title><content type='html'>&lt;div&gt;E foi naquele dia que eu me dei conta do passar dos anos.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Quando a gente é criança, precisa ser protegido. Minha mãe, claro, assumiu essa responsabilidade não assim por obrigação, mas por amor. Amor de mãe que só quer nosso bem. Um dia, eu inventei que queria fazer aulas de dança. Ela disse que tudo bem. Eu tinha oito anos e o colégio era longe, minha mãe teria que me levar. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;A gente ia de ônibus. Pra me ajudar a embarcar, minha mãe segurava minha mão, me puxava para sua frente e me fazia subir os degraus. Era sempre assim, toda vez que a gente andava de ônibus: eu ia na frente, e ela ia atrás. Pura proteção.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;E tinha também os momentos em que a gente andava a pé. Como toda criança, eu me distraía por qualquer coisa que chamasse a atenção. Aí, eu ia ficando para trás. Minha mãe, sempre atenta ao que poderia acontecer, logo me chamava e me pedia pra andar na sua frente "assim eu posso te ver". Era sempre assim, toda vez que a gente andava a pé: eu ia na frente, e ela ia atrás. Sempre protegendo.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;E foi assim por muito tempo, mesmo depois que comecei a me virar sozinha - indo e vindo, de ônibus ou a pé. Se acontecia de pegarmos o mesmo ônibus, eu ia na frente, e ela, ia atrás. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;Mas o tempo passa. As crianças crescem. Eu cresci.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Era uma tarde de segunda-feira da semana passada. Eu e minha mãe íamos pro centro, de ônibus. Ela ia trabalhar e eu ia ao médico. Na ida até o ponto, fomos caminhando e conversando. Tudo como sempre foi, mas só até esse momento. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Na hora de embarcar, pra minha surpresa, me peguei dizendo "não, sobe a mãe primeiro". E foi naquele dia que eu me dei conta do passar dos anos. &lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Minha atitude foi sem pensar, apenas me pareceu natural deixar minha mãe subir primeiro. São os anos passando. Agora, quem estava a proteger era eu. É claro que pra sempre será pra ela que eu vou pedir ajuda quando precisar. Pra sempre será pro colo dela que eu vou correr quando precisar de consolo e carinho. Mas de hoje em diante, eu protejo ela. De hoje em diante, minha mãe vai na frente, e eu é que vou atrás.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;div&gt;.&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4251776510857275807-7214356423093412142?l=thevinside.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thevinside.blogspot.com/feeds/7214356423093412142/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4251776510857275807&amp;postID=7214356423093412142' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/7214356423093412142'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/7214356423093412142'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thevinside.blogspot.com/2009/04/naquele-dia.html' title='Foi naquele dia'/><author><name>Verônica Lemus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08500861381297175732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wLyA1WA2aGU/SQKY8CVMIgI/AAAAAAAAACw/IgzoB7jvdEE/S220/lingua+avatar.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4251776510857275807.post-6715083633313226543</id><published>2009-03-31T19:38:00.004-03:00</published><updated>2009-03-31T20:08:03.863-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='teorias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='comportamento'/><title type='text'>Sistema Randômico de Comportamento</title><content type='html'>Há muito tempo que criei uma teoria e agora me deu na telha exteriorizá-la, embora seja muito provável (tenho quase certeza) que alguns autores e filósofos já tenham tido essa mesma idéia anteriormente, digamos há uns 100 anos, assim me roubando a chance de ser alguém importante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Senão, vejamos. Uma vez me disseram (ou eu vi no Fantástico) long time ago, que o nosso cérebro funciona de maneira semelhante ao computador. Eis que na hora, por algum motivo, essa comparação me impressionou. Mas até então, eu mal sabia ligar um computador e não entendi bulhufas do resto da explicação. E aí com o passar do tempo fui me familiarizando com a máquina e descobri que ela tem memória, softwares e que você pode instalar e deletar arquivos. Pois era o que faltava pra que eu pudesse compreender a comparação e, a partir daí, viajar por horas e horas, indo e vindo com suposições e teorias. (E que belo nariz-de-cera, mal aí!)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;À minha teoria eu dei o nome de Sistema Randômico de Comportamento, ou, SRC. Pela minha definição, essa teoria diz que todo ser humano nasce "em branco", tais quais os computadores, em que apenas já se encontram instalados programas básicos que possibilitam o "ligar e desligar" da coisa. Isso se considerando o ser humano como uma máquina muito parecida com o computador (e essa semelhança, eu diria, não é mera coincidência). O que está em branco, então, no homem é a memória, onde se guardam/arquivam resultados de experiências comportamentais, uma vez que pra toda experiência é necessária uma resposta por parte do indivíduo aos estímulos externos, e até internos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas por que reagimos de determinada maneira a determinado estímulo? Por que não reagimos todos de uma mesma maneira a um mesmo estímulo? Lembrando que esta teoria não foi elaborada "no vácuo e sem atrito", eu não desconsidero as condições do meio em que o ser humano nasce, mas falarei delas mais adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Voltando às questões, a resposta para aquelas perguntas é exatamente a aplicação da minha teoria. Acredito que todos nascemos com o mesmo sistema operacional (na verdade, variações como windows, ubuntu, linux, etc. até podem existir, mas não interferem muito no ponto em que quero chegar).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esse sistema contém todas as informações necessárias para gerar tipos de comportamentos diferentes. No princípio, no momento da "Criação", os seres humanos possuem as mesmas informações, mas com o desenvolver da personalidade, novas informações podem ser armazenadas. O que acontece, então, é que, quando o indivíduo é estimulado pelo meio, essas informações se combinam "por assunto", gerando possíveis reações para aquele estímulo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por exemplo, uma criança tem seu pirulito roubado por marmanjões na escola.&lt;br /&gt;Primeiro passo: O sistema processa as informações disponíveis - eu gosto de pirulito, quero comer todo meu pirulito, alguém tirou meu pirulito de mim, mas eu queria mais.&lt;br /&gt;Segundo passo: O sistema cria x possibilidades de reação - a) posso chorar (e essa seria a minha reação) b) posso educadamente pedir meu pirulito de volta c) posso encarar o marmanjo d) todas as anteriores.&lt;br /&gt;Terceiro passo: Depois de tudo devidamente processado, o sistema automaticamente aperta a tecla shuffle e há! A reação é sorteada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O SRC determina todas as nossas reações de forma aleatória, e essas reações são repetidas cada vez que sentimos o mesmo estímulo. O meio em que o ser humano vive não influencia na escolha da reação. Sua influência limita-se ao primeiro passo do processo, gerando novas informações resultantes de experiências que variam de indivíduo pra indivíduo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que quero dizer com esta teoria é que o ser humano não é de todo um ser livre. E quando falei dos filósofos que poderiam ter tido essa mesma idéia, era a esse ponto que eu me referia. Nosso comportamento é condicionado, sim, por fatores externos, mas não somos nós, conscientemente, que determinamos nossas atitudes. Mas claro, isso é apenas uma teoria baseada em comparações pedagógicas sem qualquer fundo científico. Na real, só imaginei tudo isso para o seguinte: livrar-me de toda a culpa de ser assim como sou.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4251776510857275807-6715083633313226543?l=thevinside.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thevinside.blogspot.com/feeds/6715083633313226543/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4251776510857275807&amp;postID=6715083633313226543' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/6715083633313226543'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/6715083633313226543'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thevinside.blogspot.com/2009/03/sistema-randomico-de-comportamento.html' title='Sistema Randômico de Comportamento'/><author><name>Verônica Lemus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08500861381297175732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wLyA1WA2aGU/SQKY8CVMIgI/AAAAAAAAACw/IgzoB7jvdEE/S220/lingua+avatar.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4251776510857275807.post-2589059672202494663</id><published>2009-03-28T19:47:00.004-03:00</published><updated>2009-03-31T19:42:46.131-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Amor...</title><content type='html'>daqueles que doem, daqueles que amam.&lt;br /&gt;daquele que chora, daquele que diz que quer.&lt;br /&gt;daquele que não liga, daquele que diz que é pra sempre.&lt;br /&gt;amor...&lt;br /&gt;daquele que odeia, daquele que sente, daquele que por toda vida o faria pleno.&lt;br /&gt;daqueles que apodrecem, daqueles que sorriem, daqueles que nos fazem querer voar...&lt;br /&gt;e não voltar.&lt;br /&gt;daquele que some quando a gente chama,&lt;br /&gt;daquele que perdoa quando a gente erra.&lt;br /&gt;amor que ama sem parar,&lt;br /&gt;amor que espera até dormir.&lt;br /&gt;amor que não espera, amor que nunca muda,&lt;br /&gt;amor que muda toda hora.&lt;br /&gt;amor que vai e volta,&lt;br /&gt;amor que volta e não é mais&lt;br /&gt;amor...&lt;br /&gt;de quem ama,&lt;br /&gt;de quem é amado.&lt;br /&gt;amor...&lt;br /&gt;de sempre, pra sempre.&lt;br /&gt;amor que nunca foi,&lt;br /&gt;amor que nunca quis ser, mas era.&lt;br /&gt;amor...&lt;br /&gt;daqueles que não enxergam,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;daqueles que não sentem&lt;br /&gt;amor...&lt;br /&gt;daquele que despedaça,&lt;br /&gt;daquele que nunca mais se esquece,&lt;br /&gt;daquele que eu queria esquecer pra sempre.&lt;br /&gt;amor...&lt;br /&gt;que eu amei.&lt;br /&gt;que todo mundo amou,&lt;br /&gt;e pra quem todo mundo quer voltar.&lt;br /&gt;amor...&lt;br /&gt;que não volta mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4251776510857275807-2589059672202494663?l=thevinside.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thevinside.blogspot.com/feeds/2589059672202494663/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4251776510857275807&amp;postID=2589059672202494663' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/2589059672202494663'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/2589059672202494663'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thevinside.blogspot.com/2009/03/amor.html' title='Amor...'/><author><name>Verônica Lemus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08500861381297175732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wLyA1WA2aGU/SQKY8CVMIgI/AAAAAAAAACw/IgzoB7jvdEE/S220/lingua+avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4251776510857275807.post-3291323421667362066</id><published>2009-03-09T02:11:00.002-03:00</published><updated>2009-03-09T02:13:54.897-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='dia da mulher'/><title type='text'>Homenagem pelo dia da Mulher</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;Vim aqui dizer que o Dia Internacional da Mulher é comemorado pelo motivo errado. A meu ver, um dia que é dedicado inteiramente à mulher deveria ser um dia em que se reconheçam qualidades exclusivamente nossas. As lutas feministas que reivindicavam melhores condições de trabalho no final do século do XX não se caracterizam como ações estritamente feministas, no sentido belo e delicado da palavra. Qualquer ser humano, independente do gênero, pode sair por aí protestando por algo que deveria ser condição básica assegurada por quem contrata. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Tampouco as lutas por melhores salários e maior reconhecimento profissional se encaixam no que eu chamaria de “pré-requisito feminístico” (o neologismo é por minha conta). &lt;span style="mso-spacerun:yes"&gt; &lt;/span&gt;Se assim fosse, além do dia da criança (e aqui caberia um bônus para as crianças chinesas) e da consciência negra, também haveria de se comemorar o dia mundial do bóia-fria e dos catadores de lixo. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;E vamos mais além. As lutas das mulheres pelos seus direitos continuam no campo político, culminando na conquista do direito ao voto e se estendendo pelos modelos políticos afora, ao ocuparmos cargos de grande responsabilidade. Ok. Mas se me lembro bem das aulas de história, então os estrangeiros e escravos, considerados pelos gregos antigos como não-cidadãos (com ou sem hífen?) - portanto, sem direitos políticos – poderiam muito bem ter o seu próprio dia, e quem sabe, até um feriadinho pra nos vestirmos de gregos (porque, convenhamos, aquelas fantasias do dia do índio são muito last summer). &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Mas daí você pode estar se perguntando por que, então, devemos comemorar o nosso dia (ou, se você for uma feminista no sentido não tão belo e muito menos delicado da palavra, pode estar se perguntando “onde é que você mora que vou aí te dar porrada”). &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Calma, é simples. Lutar por seus direitos, isso qualquer pessoa com um senso coletivo apurado é capaz de fazer. Mas ser mulher, não é pra qualquer um. Ser mulher exige uma luta muito maior que todas anteriormente expostas. Exige um temperamento adequado, um instinto materno genuíno. Exige uma força sobre-humana para que não se perca o controle nem a feminilidade quando nos deparamos com a maior injustiça com que já nos defrontamos: ter que agüentar os homens. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;Ter que educar, cuidar, dar de comer, ensinar, vestir. Ter que rir das piadas, agüentar a porquisse, aturar as manias. Aceitar as prioridades (quase nunca será nós), tratar bem seus amigos, dividi-lo com suas mães (tá, esse é justo). Tentar entendê-lo, fazê-lo se abrir, contornar seu medo de compromisso. &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;Acreditem, ter que agüentar-vos é um ato heróico, quase um martírio, que homem nenhum jamais entenderá. Estátuas sejam erguidas para nós.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;.&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;.&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4251776510857275807-3291323421667362066?l=thevinside.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thevinside.blogspot.com/feeds/3291323421667362066/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4251776510857275807&amp;postID=3291323421667362066' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/3291323421667362066'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/3291323421667362066'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thevinside.blogspot.com/2009/03/homenagem-pelo-dia-da-mulher.html' title='Homenagem pelo dia da Mulher'/><author><name>Verônica Lemus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08500861381297175732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wLyA1WA2aGU/SQKY8CVMIgI/AAAAAAAAACw/IgzoB7jvdEE/S220/lingua+avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4251776510857275807.post-136850327362807168</id><published>2008-12-28T11:45:00.004-02:00</published><updated>2009-03-08T23:34:28.820-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida'/><title type='text'>O café</title><content type='html'>- Já é a terceira vez que esquento esse café! – irritou-se, recolhendo os talheres e guardando o leite do café-da-manhã – Se esfriar, não vou esquentar de novo!&lt;br /&gt;- Tá, não pedi pra você esquentar. – ele respondeu, sabendo que seria mal-compreendido.&lt;br /&gt;Ou talvez não. Talvez quisesse ter dito o que disse. Da maneira como foi dito. Talvez quisesse tantas coisas, mas não sabia como dizer. Achou melhor ignorar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“'Não pedi pra esquentar!' É não pediu mesmo. Mas eu esquentei. Quis esquentar e esquentei. Não pediu? Não precisava pedir. Sabia que eu ia esquentar. E esquentaria mil vezes. Droga!”&lt;br /&gt;É verdade, ela teria esquentado o café por quantas vezes fosse preciso, só pra que soubesse que dessa maneira estaria fazendo tudo certo. Só pra que soubesse que dessa maneira tudo daria certo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No jornal online, as mesmas notícias. No horóscopo também, nenhuma novidade. Ele não sabia exatamente porque ainda perdia seu tempo com horóscopo. “Você terá grandes oportunidades, mas deve ficar atento para não perdê-las, afinal, hoje, às 7h43 a lua entrará em Escorpião, e você sabe, o tempo pode fechar.” Não, não sabia. “O que diabos isso quer dizer?”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O que significa a lua entrar em Escorpião? – ele gritou da sala onde ficava o computador e da qual ainda não havia saído para tomar seu café.&lt;br /&gt;- O quê? – ela respondeu, enquanto tirava os nós do cabelo com as mãos, pra não quebrar os fios. – Não entendi.&lt;br /&gt;- Aqui, no horóscopo, diz que a lua vai entrar em Escorpião, o que isso quer dizer?&lt;br /&gt;- Não faço idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A única coisa que ela sabia era que tinha um péssimo hábito de remoer cada palavra, cada situaçãozinha que pudesse ter rastros de alguma mensagem ou idéia escondidos. Não ter pedido pra esquentar o café não era o problema. O que tiraria seu sono e o que faria com que perdesse horas do seu dia, tão cheio de importâncias, com pensamentos torturantes era o fato de ele ter dito que não tinha pedido pra esquentar o café. “Será possível tamanha ingratidão?” Não poderia. Tinha que ser mais do que isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Estamos atrasados – ele disse, enfim levantando da cadeira, mas passando reto pela cozinha em direção ao banheiro. – Acho que vou ganhar um aumento. Mas se chegar atrasado talvez não.&lt;br /&gt;- E a culpa vai ser minha, é isso? – ela protestou, mais por graça do que por culpa.&lt;br /&gt;- Nunca – ele respondeu, lhe dando um beijo. – Você sabe que não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas era. Sempre foi. É por isso que ele sempre estava atrasado, por isso sempre estava ocupado. Não sendo sua a culpa, não tendo pedido para que esquentasse o café então estaria tudo bem. Não tinha que se preocupar com atrasos ou falta de tempo. “A culpa não é minha, afinal”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente saíram. O café ficou sobre a mesa. Frio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquele dia, somente ele voltou pra casa. E antes de dar pela falta dela, acabou pegando no sono, ali mesmo, no sofá. Mais tarde, tomando cuidado para não fazer barulho, ela passou em casa para pegar suas coisas. “Eu sabia, não podia ser ingratidão. Tinha que ser mais do que isso.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então, com o coração cheio de novas emoções, ela esquentou o café pela última vez.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4251776510857275807-136850327362807168?l=thevinside.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thevinside.blogspot.com/feeds/136850327362807168/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4251776510857275807&amp;postID=136850327362807168' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/136850327362807168'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/136850327362807168'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thevinside.blogspot.com/2008/12/o-caf.html' title='O café'/><author><name>Verônica Lemus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08500861381297175732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wLyA1WA2aGU/SQKY8CVMIgI/AAAAAAAAACw/IgzoB7jvdEE/S220/lingua+avatar.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4251776510857275807.post-1447072529947003832</id><published>2008-12-17T16:57:00.002-02:00</published><updated>2009-03-31T19:43:27.037-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Nem parece</title><content type='html'>De imensa alegria são os risos, os olhares, os caminhos até o outro. De imensa beleza é o ser, o menino, o choro por atenção. De imenso caráter são os sonhos, o futuro, as incertezas. De imenso amor é que somos feitos, e por imenso amor é que morremos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;publicado originalmente no endereço: www.fotolog.com/lucyfernanda, em 22/09/08.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4251776510857275807-1447072529947003832?l=thevinside.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thevinside.blogspot.com/feeds/1447072529947003832/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4251776510857275807&amp;postID=1447072529947003832' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/1447072529947003832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/1447072529947003832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thevinside.blogspot.com/2008/12/nem-parece.html' title='Nem parece'/><author><name>Verônica Lemus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08500861381297175732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wLyA1WA2aGU/SQKY8CVMIgI/AAAAAAAAACw/IgzoB7jvdEE/S220/lingua+avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4251776510857275807.post-1154998151747722316</id><published>2008-12-05T00:45:00.001-02:00</published><updated>2008-12-05T00:50:34.188-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='idéias'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida'/><title type='text'>As marquinhas</title><content type='html'>As marquinhas de chuva em cima do livro mudaram totalmente a perspectiva daquele momento. Já não era mais o passado que preocupava. O futuro, agora, parecia muito mais distante e doloroso. E os amigos de sempre lhe diziam sempre as mesmas palavras, só que em tons diferentes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De tanto não querer enxergar, acabou cega. E por não saber ao certo como havia conseguido voltar a ver, achou que talvez fosse melhor considerar a noite anterior como a grande responsável por todas as coisas que viriam agora. Agora que tinha voltado a ver.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi aquela chuva que molhou o livro, foi aquele silêncio, tal qual o silêncio que havia por dentro, foram aquelas luzes, aquelas ruas, foi aquele vento que conseguiu mudar toda uma maneira de ser. As luzes, borradas numa visão entre cílios molhados, apagaram as únicas imagens que ainda existiam daquele passado. O vento, gelado, pediu que seu coração novamente se aquecesse. As ruas, vazias, deixaram entrever todo o novo caminho que deveria ser traçado. A chuva, bom, a chuva molhou o livro. E o silêncio, pela primeira vez, fez barulho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois daquela noite, tudo se tornou claro. Os amigos, agora, apenas distrairiam. As risadas, agora, soariam vazias. A companhia, aquela companhia que verdadeiramente nos preenche e nos completa, essa companhia já não mais confortaria como fazia há muito tempo atrás. Não. Os amigos, eles estarão, mas não como estariam quando tudo estava bem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acontece.&lt;br /&gt;Acontece quando se perde o controle da situação. Acontece quando se espera demais, quando se quer mais, mais e mais. Acontece quando a graça muda de nome e resolve sair por aí, sozinha, te deixando de lado. Acontece quando se quer tudo, ao mesmo tempo em que não se quer nada. Ao mesmo tempo em que não se tem nada. Mas então tudo cansa. E tudo, então, vai embora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquelas marquinhas de chuva em cima do livro, seu mais novo grande amigo, aquelas marquinhas mudaram toda uma maneira de ver. E de se entender. Aquelas marquinhas, que ofuscam o brilho do topo das páginas, aquelas marquinhas tão sábias das dores dos homens, aquelas marcas parecem dizer: “Vá. Mas vá sozinha.”&lt;br /&gt;E tudo foi.&lt;br /&gt;Sozinho.&lt;br /&gt;As marquinhas estão aqui. Sempre estarão.&lt;br /&gt;E então eu vou.&lt;br /&gt;Mas vou sozinha.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4251776510857275807-1154998151747722316?l=thevinside.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thevinside.blogspot.com/feeds/1154998151747722316/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4251776510857275807&amp;postID=1154998151747722316' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/1154998151747722316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/1154998151747722316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thevinside.blogspot.com/2008/12/as-marquinhas.html' title='As marquinhas'/><author><name>Verônica Lemus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08500861381297175732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wLyA1WA2aGU/SQKY8CVMIgI/AAAAAAAAACw/IgzoB7jvdEE/S220/lingua+avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4251776510857275807.post-8373484500877459766</id><published>2008-12-03T23:02:00.004-02:00</published><updated>2008-12-03T23:48:01.609-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida'/><title type='text'>2 minutos e 36 segundos</title><content type='html'>Para ler com um cronômetro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 1 minuto atrás, tudo era de um jeito. Tanto faz se de um jeito bom ou ruim, era apenas de um jeito. 2 minutos e 36 segundos depois tudo havia mudado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 1 minuto atrás, uma pessoa tinha tudo. 2 minutos depois, ela já não tinha mais uma casa, nem um cachorro. Em menos de 2 minutos, um morro desmorona. Em menos de 2 minutos, alguém fica sem pai, alguém fica sem um irmão, e uma mãe não tem mais um filho pra ver crescer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 1 minuto atrás, você tinha certeza de tudo. Em menos de 30 segundos você se apaixona. 1 minuto e meio depois você não tem mais certeza nem sobre o seu nome. 2 minutos atrás você não sabia o que fazer da vida, não entendia como tudo acabou tomando aquele rumo. Aí você ouve 3 segundos de uma conversa alheia e 33 segundos depois tudo fica claro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 50 segundos atrás, as coisas estavam absolutamente decididas. 10 segundos de palavras vomitadas transformam todos aqueles outros milhares de segundos depois em perfeitas incertezas. 46 segundos atrás você estava em casa, decidido a não mais ver o mundo. 37 segundos depois você sai de casa esperando loucamente para encontrar com alguém perdido por aí.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 1 minuto atrás, você estava apenas saindo pra almoçar. 2 minutos depois você esbarra com o sorriso mais lindo que já viu na vida, e 36 segundos depois você não quer saber de mais ninguém ao seu lado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida não deveria ser dividida em décadas. Mudanças só se efetuam em poucos segundos. Num minuto antes você era de um jeito. No próximo minuto não é mais. Como você pretende gastar seus minutos? Você pretende gastá-los ou conhecê-los? Prefere apenas contá-los ou guardá-los, como datas a serem marcadas em diários eternos que são os nosos dias e as nossas lembranças?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quantos minutos você tem? Pra conhecer alguém, pra fazer escolhas. Há 1 minuto atrás você não pensava nisso. 2 minutos depois talvez já nem se lembre mais. Mas isso não quer dizer que esses minutos não existiram, não quer dizer que eles não tiveram o poder de mudar todos os próximos minutos da sua vida. Mas tanto faz, é você quem escolhe. Mas em quantos minutos você decidiu isso?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há 2 minutos e 27  segundos atrás uma garota começava a contar histórias. 9 segundos depois essa garota é apenas uma lembrança.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4251776510857275807-8373484500877459766?l=thevinside.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thevinside.blogspot.com/feeds/8373484500877459766/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4251776510857275807&amp;postID=8373484500877459766' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/8373484500877459766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/8373484500877459766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thevinside.blogspot.com/2008/12/2-minutos-e-36-segundos.html' title='2 minutos e 36 segundos'/><author><name>Verônica Lemus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08500861381297175732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wLyA1WA2aGU/SQKY8CVMIgI/AAAAAAAAACw/IgzoB7jvdEE/S220/lingua+avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4251776510857275807.post-1458259656074108918</id><published>2008-10-25T02:05:00.006-02:00</published><updated>2008-10-25T15:29:30.365-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='coisa de mulher'/><title type='text'>TPM: here comes another one</title><content type='html'>Lenços de papel: R$1,49&lt;br /&gt;Leite condensado (para o brigadeiro): R$3,39&lt;br /&gt;Comédia romântica da locadora: R$5,00&lt;br /&gt;O prazer de chorar ininterruptamente durante uma semana sem qualquer motivo aparente: não tem preço.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ou tem.&lt;br /&gt;As olheiras pós-noite do tipo descabelante-onde-percebo-que-ninguém-me-ama se disfarça com óculos escuros e corretivos. O mau-humor desgraçado não. O montinho na cabeceira da cama de lenços de papel usados - e enganam-se aqueles que acham que secamos lágrimas – jogamos no lixo. Aquele nó na garganta prestes a irromper em soluços coléricos cada vez que alguém nos dirige a palavra, não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é apenas sendo uma mulher que se pode compreender realmente o profundo significado do yin/yang não é para menos. Somente nós podemos entender a beleza e a desgraça do bem e do mal se complementando; a beleza e a desgraça que é estar de TPM. Beleza sim, afinal, Deus não poderia ser tão cruel e injusto (nem tão machista e sádico) nos castigando com a maldição do sangue sem que pudéssemos tirar algo de bom da situação (pensamento positivo sempre, amiga!). Não, ele não poderia. A beleza de toda essa meleca está numa palavra que soa como perversa, mas que esconde, atrás da sua cara feia, um prazer inigualável: oportunismo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não temam. A princípio, não pegamos pesado. A princípio. Acontece que durante uma semana nos sentimos no direito de cobrar aquilo pelo qual nos sentimos no direito de cobrar. Simples. Mais carinho, mais atenção, mais mimo, mais como-você-está-linda-hoje (melhor seria como-você-é-sempre-linda-quando-acorda, mas tudo bem). De fato, nós merecemos sempre um tratamento diferenciado. Mas trabalhos de faculdade, dias exaustivos no escritório, 3 a 0 pro outro time – sendo que o terceiro gol estava impedido e não foi anulado -, enfim, todos esses contratempos nos ajudam (obrigam) a entender que nem sempre vamos ganhar aquela massagem nos pés.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E é aí que entra em cena a nossa cena. De TPM, você pode cobrar por uma mensagem não respondida imediatamente, reclamar por um tchau apressado sem maiores emoções, chorar por ele se preocupar mais com o Robinho do que com o seu dia, fazer chantagens emocionais, tudo isso sem nenhum peso na consciência e o melhor: com prazer extra! Porque você sabe, ele vai entender. Ou pelo menos, se não entender, vai desconsiderar todo o aborrecimento - que começou a surgir logo depois daquele você-nunca-me-liga -, e vai preferir aceitar: tudo bem, ela está de TPM.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, como bem dito anteriormente, além da beleza, a TPM é fonte de desgraça. Passageira, mas ainda assim, uma desgraça. Nada pior do que olhar-se no espelho e não reconhecer aquele ser gordo (dá-lhe brigadeiro) e feio de cabelo opaco. Nada mais chato do que irritar-se com um sincero bom dia, nada mais triste do que não ver alegria em nada. De tristeza ninguém gosta, e irritar-se faz mal pra pele.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Academia: R$70&lt;br /&gt;Presentinhos de desculpa para aquele anjo compreensivo: R$10 (mas é de coração)&lt;br /&gt;Presentinhos para você mesma (afinal, merecemos): R$100 (dá pra parcelar?)&lt;br /&gt;O prazer de se ver livre de todo mau-humor, lamentos e baixíssima auto-estima: Infelizmente, teve um preço. Mas como é bom estar de volta.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4251776510857275807-1458259656074108918?l=thevinside.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thevinside.blogspot.com/feeds/1458259656074108918/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4251776510857275807&amp;postID=1458259656074108918' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/1458259656074108918'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/1458259656074108918'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thevinside.blogspot.com/2008/10/lenos-de-papel-r149-leite-condensado.html' title='TPM: here comes another one'/><author><name>Verônica Lemus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08500861381297175732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wLyA1WA2aGU/SQKY8CVMIgI/AAAAAAAAACw/IgzoB7jvdEE/S220/lingua+avatar.jpg'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4251776510857275807.post-8995023679011671116</id><published>2008-10-23T23:52:00.002-02:00</published><updated>2008-10-23T23:58:11.815-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida'/><title type='text'>O dia em que me apaixonei pelo mistério</title><content type='html'>Ele era loiro, tinha olhos verdes e 19 anos. Quando o conheci, achei que apenas saberia seu nome, a cidade de onde vinha e quantas gurias já tinham conhecido seu quarto. Não mais que três palavras foram suficientes para que ele me encantasse. Não mais que três dias foram suficientes para que eu percebesse que qualquer tipo de relação com ele seria difícil. Ou, pelo menos, não-tão-fácil.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jeito de quem fala à vontade e está sempre bem. Te olha mesmo e te deixa sem jeito, te toca e te deixa com medo, mas te deixa sempre pedindo por mais. Achei que nunca saberia dos seus sonhos, das suas vontades, das coisas que passam pela sua cabeça. Achei que nunca saberia e de fato, não me enganei.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se hoje sei quando está triste, se hoje entendo quando quer mais, ou quando quer menos é porque sinto. É porque – pelo bem, alívio e salvação geral das mulheres deste mundo – existe uma coisa chamada intuição. Intuição daquelas que só se adquire depois de um longo período de tentativa e erro. Depois de um longo tempo de sucessos e fracassos. E isso não é um exagero. O grau de complicação e dificuldade da relação é tão alto que todo acerto é comemorado como o maior sucesso de todos os tempos. Da mesma forma que qualquer erro, por mais besta ou (in)justificado que seja, é sentido como sendo o fracasso mais doloroso e insuportável de toda a era humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para qualquer sensível como eu, a coisa não poderia ser diferente. Não faria sentido se fosse, e talvez, se fosse, não tivesse a graça que tem. Talvez. O que se sabe é que desde o início havia a certeza do mistério. E essa certeza existia quase como personificada. Era possível tocá-la, possível cheirá-la. Era possível também ignorá-la, exatamente do jeito que aconteceu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ignorar aquela certeza - que mantinha ares de quem prevê maus presságios - ignorá-la totalmente talvez tenha sido a escolha mais feliz que alguém já possa ter feito. Talvez. Mas de que importa esse talvez, tão solitário? De que importam as certezas tão certinhas e pragmáticas? Prefiro, assim, um mistério. Prefiro aquele mistério.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ele ainda é loiro, tem olhos verdes e logo faz 20. Quando o conheci, achei que apenas saberia seu nome. Hoje, não me importa mais o que eu não sei.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4251776510857275807-8995023679011671116?l=thevinside.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thevinside.blogspot.com/feeds/8995023679011671116/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4251776510857275807&amp;postID=8995023679011671116' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/8995023679011671116'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/8995023679011671116'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thevinside.blogspot.com/2008/10/o-dia-em-que-me-apaixonei-pelo-mistrio.html' title='O dia em que me apaixonei pelo mistério'/><author><name>Verônica Lemus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08500861381297175732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wLyA1WA2aGU/SQKY8CVMIgI/AAAAAAAAACw/IgzoB7jvdEE/S220/lingua+avatar.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4251776510857275807.post-2519955364415979405</id><published>2008-10-21T19:28:00.002-02:00</published><updated>2008-10-22T07:51:31.080-02:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida'/><title type='text'>Queria chegar e ser</title><content type='html'>Das vozes que escutava, nenhuma podia entender. Das vozes que escutava inevitavelmente se perdia. E ia, longe, distante, em passos curtos e ansiosos. Queria chegar, chegar e abraçar. Chegar e reconhecer: este é o meu lugar! Os passos. Cada vez mais lentos. Cada vez mais apenas passos. Que não chegavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das vozes que escutava, ouvia apenas uma. Das vozes que se perdia, sentia apenas por não ser aquela outra. Queria chegar, chegar e beijar. Dizer: eu sabia que você existia! Os passos. Cada vez mais sozinhos. Cada vez mais perdidos. Sabia que devia perguntar, sabia que devia parar e pensar. Mas os passos... Sabia que, se caso parasse, se caso hesitasse apenas por um momento, eles cessariam. Cansados, não mais procurariam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das vozes que ainda escutava, acreditava em apenas uma. Das vozes que ainda escutava, sorria apenas por não mais que duas. Mas já não ia mais tão longe. Os passos, cansados, se retraíam, se acovardavam. Por mais que quisesse chegar, chegar e acarinhar, o cansaço prevalecia. E tudo em que pensava era dizer “me sinto tão bem aqui!” Mas os passos, eles já não iam. Não mais se reconheciam. Iam distantes, sim, mas sozinhos, sem qualquer direção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Das vozes que se calaram, lembrava apenas de uma. Das vozes que se calaram, soube que não entendera nenhuma. Enfim, parou. Parou, olhou, pensou. Passos? Foram embora. “Será que cheguei?” Não chegou. Parou, olhou, chorou. “Então era isso.” Queria chegar, e não chegou. Queria dizer, mas não encontrou. Aquele lugar, que ia distante, tinha certeza de que ele existia. "Mas não aqui.”&lt;br /&gt;Talvez, fosse pro outro lado.&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4251776510857275807-2519955364415979405?l=thevinside.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thevinside.blogspot.com/feeds/2519955364415979405/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4251776510857275807&amp;postID=2519955364415979405' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/2519955364415979405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/2519955364415979405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thevinside.blogspot.com/2008/10/queria-chegar-e-ser.html' title='Queria chegar e ser'/><author><name>Verônica Lemus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08500861381297175732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wLyA1WA2aGU/SQKY8CVMIgI/AAAAAAAAACw/IgzoB7jvdEE/S220/lingua+avatar.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4251776510857275807.post-4131365647534867169</id><published>2008-10-21T18:55:00.002-02:00</published><updated>2009-03-09T16:41:02.891-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='idiotices'/><title type='text'>Shuffle</title><content type='html'>Só faz sentido quando se sente.&lt;br /&gt;Só se faz ouvir quando de ouvidos.&lt;br /&gt;Só se faz enxergar quando de coração.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizer palavras pra fora,&lt;br /&gt;Escrever palavras por dentro.&lt;br /&gt;Sentir-se sozinho no mundo concreto,&lt;br /&gt;Cheio de risos naquele outro.&lt;br /&gt;Tão rosa, tão verde, tão roxo, tão cor!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Só faz sentido quando se vê.&lt;br /&gt;Só faz sentido quando se quer.&lt;br /&gt;Só faz sentido quando se é cor.&lt;br /&gt;Dizer palavras no vento,&lt;br /&gt;Escrever palavras de tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Querer dizer (Futari...)&lt;br /&gt;Vontade de ser (Kimochi!)&lt;br /&gt;Não poder!&lt;br /&gt;Só faz sentido quando se é.&lt;br /&gt;Só faz sentido quando sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dizer palavras que voam.&lt;br /&gt;Escrever palavras que não são.&lt;br /&gt;Só faz sentido quando se é.&lt;br /&gt;Só faz sentido quando sou eu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Honto ni&lt;br /&gt;Honto ni arigatou...&lt;br /&gt;(Ano hoshi...)&lt;br /&gt;.&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4251776510857275807-4131365647534867169?l=thevinside.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thevinside.blogspot.com/feeds/4131365647534867169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4251776510857275807&amp;postID=4131365647534867169' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/4131365647534867169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/4131365647534867169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thevinside.blogspot.com/2008/10/shuffle.html' title='Shuffle'/><author><name>Verônica Lemus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08500861381297175732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wLyA1WA2aGU/SQKY8CVMIgI/AAAAAAAAACw/IgzoB7jvdEE/S220/lingua+avatar.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4251776510857275807.post-715630459463050252</id><published>2008-09-19T22:41:00.000-03:00</published><updated>2008-09-19T22:42:11.651-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='deixa quieto'/><title type='text'>Por que não comigo?</title><content type='html'>Por que com o sol, e com a lua, mas não comigo? Por que com quem vê e não enxerga, com quem ouve e não escuta, com quem não conversa e não sorri? Por que com quem não entende de abraços, com quem não sabe o que é fingir, com quem não conhece ou não se importa? E por que isso e não comigo? Por que com quem não agradece, com quem não diz bom dia, com quem que não quer nada disso? Por que com todos e não comigo? Por que com quem não faz diferença, com quem não dá valor, por que com eles e não com os que não têm culpa? Por que com aqueles que dizem que não vale à pena, que isso não existe, que com eles não? Por que com quem não quer e não comigo?&lt;br /&gt;Por que?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4251776510857275807-715630459463050252?l=thevinside.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thevinside.blogspot.com/feeds/715630459463050252/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4251776510857275807&amp;postID=715630459463050252' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/715630459463050252'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/715630459463050252'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thevinside.blogspot.com/2008/09/por-que-no-comigo.html' title='Por que não comigo?'/><author><name>Verônica Lemus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08500861381297175732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wLyA1WA2aGU/SQKY8CVMIgI/AAAAAAAAACw/IgzoB7jvdEE/S220/lingua+avatar.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4251776510857275807.post-6560011414691520529</id><published>2008-09-03T20:26:00.006-03:00</published><updated>2008-09-03T20:43:16.669-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='idéias'/><title type='text'>À idéia</title><content type='html'>Nas mãos, uma caneta.&lt;br /&gt;Nos pensamentos, nada.&lt;br /&gt;É sempre assim.&lt;br /&gt;A idéia, que de um mundo distante e abstrato veio migrar para um mundo mais vago e misterioso, a idéia, ela continua lá, pulsando, correndo, batendo e pulsando. Ela não desiste. Apenas hesita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enquanto idéia, nada lhe pode acontecer. Nada lhe pode ferir. Enquanto ela é apenas idéia, tudo é possível, tudo soa perfeito. Mas apenas como uma idéia. Quando a mão tenta intervir, quando o pensamento ordena que a idéia se concretize, tudo então desmorona. Tudo escorre e se perde por entre os espaços sinápticos daquele mundo vago e misterioso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Afinal, não se diz para uma idéia "aconteça!" Não se pede para uma idéia que ela desça de seu lugar e que vá, rápida e clara, para as mãos de quem por ela está sempre à espera. Não. Não se trata uma idéia dessa maneira. É preciso que lhe provem, que provem à idéia, de que o tempo aqui fora está bom. É preciso dar segurança à idéia, dizer-lhe que aqui fora será mais bela e perfeita do que em seu mundo vago.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas as mãos, as mãos se recusam. "Sou melhor do que uma simples idéia." São as mãos que reclamam a falta de tato (justo as mãos.) São as mãos que esperneiam e anseiam por mais atenção e rogo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então a idéia se cala. E vai para onde lhe der vontade, para onde não tenha que ouvir dessas mãos infames palavras tão arrogantes. Vai para onde lhe convier... Enfim, foi-se.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4251776510857275807-6560011414691520529?l=thevinside.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thevinside.blogspot.com/feeds/6560011414691520529/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4251776510857275807&amp;postID=6560011414691520529' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/6560011414691520529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/6560011414691520529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thevinside.blogspot.com/2008/09/nas-mos-uma-caneta.html' title='À idéia'/><author><name>Verônica Lemus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08500861381297175732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wLyA1WA2aGU/SQKY8CVMIgI/AAAAAAAAACw/IgzoB7jvdEE/S220/lingua+avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4251776510857275807.post-2440689855279182443</id><published>2008-08-20T23:03:00.007-03:00</published><updated>2008-08-20T23:12:49.281-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vontades'/><title type='text'>“I cannot tame the hunger in me…”</title><content type='html'>Tão difícil. Sempre é. Controlar, segurar, supervisionar. Cada vontade, cada desejo. Não, ela não consegue. E é insuportável toda aquela ânsia por qualquer coisa que a segure quando ela diz que não se importa. Ou quando diz que se importa. Tanto faz. Sempre fez. Quando Helena quer, ela consegue. É o que dizem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Helena. “Por que diabos esse nome?” Helena de Tróia deve detestar o fato de ter seu nome posto em mulheres que não o mereçam. Ou que o desonrem. É o que minha Helena pensa. Engana-se. Ela o merece, muito mais que as outras. Só que ainda não sabe. Enfim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando as vontades de Helena são descobertas, é como se a descobrissem. Por isso ela as esconde. Mas invariavelmente, tudo o que ela tenta esconder acaba por se fazer descoberto no momento mais inoportuno. Ou talvez até seja oportuno, mas não para ela. Só para os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os outros. O que Helena quer com os outros? Nada. Nunca quis. O que ela quer nada tem a ver com os outros. Ou são os outros que nada tem a ver com o que ela quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquela ânsia. Aquele impulso. Aquela música diz tudo. Para ela. Diz o que ela só tem vontade de dizer. Diz o que ela só tem vontade de fazer. Ela quer o que consegue? Quer. Às vezes. Na maioria das vezes é capricho. Então não quer mais o que conseguiu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas ela sabe o valor das coisas. Sua vontade incontrolável por tudo, por qualquer coisa pode parecer sem sentido. Sem razão. É verdade, é assim mesmo. Mas e precisa de um sentido? Precisa de razão? Ela só quer. Mas Helena sabe que seus caprichos têm fundamentos. Não quer nada além do que sua alma quer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Helena é alma. Daquelas bem vivas e insuportáveis.&lt;br /&gt;(Minha Helena. Nunca sua. Jamais nossa).&lt;br /&gt;Essa vontade que Helena tem, vontade que nunca sacia, que nunca diz chega, essa vontade é que a mantém viva. Que a faz sentir-se viva. Sentir-se alma. Sentir-se. Essa vontade que a domina, que domina seus pensamentos, vontade que domina desejos, essa vontade é que faz de Helena o que ela é.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“The hunger inside...”&lt;br /&gt;Helena quer. Quer querer. Não sabe parar.&lt;br /&gt;Mas é tão difícil. Sempre é. Controlar, segurar, supervisionar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4251776510857275807-2440689855279182443?l=thevinside.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thevinside.blogspot.com/feeds/2440689855279182443/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4251776510857275807&amp;postID=2440689855279182443' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/2440689855279182443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/2440689855279182443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thevinside.blogspot.com/2008/08/i-cannot-tame-hunger-in-me.html' title='“I cannot tame the hunger in me…”'/><author><name>Verônica Lemus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08500861381297175732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wLyA1WA2aGU/SQKY8CVMIgI/AAAAAAAAACw/IgzoB7jvdEE/S220/lingua+avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4251776510857275807.post-9203664485963705128</id><published>2008-08-07T22:11:00.003-03:00</published><updated>2008-08-08T09:36:59.394-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida'/><title type='text'>Tomei um dorflex e fui</title><content type='html'>Tomei um dorflex e fui.&lt;br /&gt;Assim mesmo. Nessa ordem.&lt;br /&gt;O plano inicial era não ir. Aí vem um “sua cu doce” aqui, outro “não te chamo mais” ali. Como eu poderia dizer não? Claro, fosse o programa chato, não iria. Fossem as pessoas erradas, muito menos. Mas não vai ser assim, então eu vou. Me dá 5 minutos.&lt;br /&gt;Mas e a cara de sono? Passa um lápis.&lt;br /&gt;E o cabelo amassado? Prende.&lt;br /&gt;E a dor no corpo?&lt;br /&gt;Essa fica. Porque dói mesmo. Tudo. Cada pedaço. Mas o que se pode fazer? Avisados, todos somos. Desde o início. E no fundo, a gente sabe, mas prefere acreditar. Dói, é verdade, mas pouco, ou nem sempre. E enquanto não dói, a gente ri. E sorri. E quer andar, comprar um beijo, um “eu te adoro”, um “muito obrigada”.&lt;br /&gt;Mas quando dói, é assim, dolorido. Quando dói, desanima, cansa, chateia, faz mal.&lt;br /&gt;E por que dói?&lt;br /&gt;Por que eu andei. Andei, procurei, mas não achei. Andei, de novo, procurei, não achei. Cansei. Andei mais, procurei mais, achei, e voltei. Feliz. Com uma água na mão.&lt;br /&gt;E aí, começou a doer. Não quis acreditar, “não vai ser assim”. Ignorei.&lt;br /&gt;E doeu.&lt;br /&gt;(Calma, já vou, mais 5 minutos)&lt;br /&gt;Então, quando as possibilidades pareceram bem melhores do que antes, quando a idéia de ir somou-se à idéia daquilo que viria de graça e tudo ficou perfeitamente claro, pedi 5 minutos.&lt;br /&gt;Tomei um dorflex e fui.&lt;br /&gt;Assim mesmo. Fora de ordem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em homenagem à Fernanda Burigo.&lt;br /&gt;Sem ela, esse texto não seria possível.&lt;br /&gt;beijomeliga!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4251776510857275807-9203664485963705128?l=thevinside.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thevinside.blogspot.com/feeds/9203664485963705128/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4251776510857275807&amp;postID=9203664485963705128' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/9203664485963705128'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/9203664485963705128'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thevinside.blogspot.com/2008/08/tomei-um-dorflex-e-fui.html' title='Tomei um dorflex e fui'/><author><name>Verônica Lemus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08500861381297175732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wLyA1WA2aGU/SQKY8CVMIgI/AAAAAAAAACw/IgzoB7jvdEE/S220/lingua+avatar.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4251776510857275807.post-4401111696341150510</id><published>2008-07-22T05:21:00.003-03:00</published><updated>2008-07-22T05:25:53.283-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida'/><title type='text'>dois jägers e duas tequilas</title><content type='html'>Quando saía, queria ser vista. Claro. Embora sua altura não contribuísse, sempre sentia que aquela sombra ou aquela roupa ia fazer efeito. Bom, nem sempre fazia. O motivo? Sempre o mesmo. Todas as suas amigas o tinham na ponta da língua. Inclusive ela mesma. Mas não é algo que se mude da noite para o dia. Ou melhor, do dia para “A noite”. Não. Aqueles pensamentos indesejáveis (sim, indesejáveis, ela não queria tê-los) pareciam agir como seres controladores ou como qualquer coisa que estivesse ali, sempre por perto, somente para julgá-la e condená-la, como se dissessem “não, você não o tem direito de se sentir bem”. Estranho? Demais. Ela sabia. Mas ela sabia também que esses pensamentos não estiveram sempre ali, no controle. Não. Um dia, eles não existiam. Um dia, há muito tempo, ela nem sonhava que poderia se sentir tão fraca, tão desinteressante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há muito tempo, ela sorria com mais facilidade. Na verdade, tinha crises de riso com tanta freqüência que, aos olhos dos outros, ou ela era louca ou sua vida era incrivelmente perfeita. Talvez fosse louca. Há muito tempo, era vista sempre com muita admiração. Pelos amigos, pelos professores. Era vista como a irmã mais velha, “cabeça”, até sábia. Sempre se destacou por sua inteligência (apesar das notas que, muitas vezes, pareciam querer dizer o contrário). Enfim, sempre se destacou por ser ela mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por ser ela mesma. Era por isso que nunca havia reparado ou se preocupado com sua aparência. Não que não ligasse para vaidades. Não. Mas é que valores como “beleza” nunca lhe foram “ensinados”. Vivia alheia a isso. E era feliz. Por ser ela mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas isso tudo foi há muito tempo atrás. Ela não sabe dizer como tudo mudou. Não sabe em que direção as coisas aconteceram, se de dentro pra fora ou de fora pra dentro. O fato é: perdeu a confiança em si mesma. E nem sombra, nem roupas podiam resolver o problema.&lt;br /&gt;Foi então que as coisas começaram a mudar. De novo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tirou o aparelho. Emagreceu. Foi pra universidade. Aprendeu a beber.&lt;br /&gt;Curada? Não totalmente.&lt;br /&gt;Foi o aparelho? Em parte.&lt;br /&gt;Foi por ter emagrecido? Ajudou bastante.&lt;br /&gt;Por entrar na universidade? Na verdade, isso acabou se tornando motivo para recaídas.&lt;br /&gt;Mas então, o quê?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aprendeu a beber.&lt;br /&gt;Com o tempo, percebeu que dois jägers e duas tequilas podiam lhe trazer de volta aquela confiança. Percebeu que a mistura encontrava um caminho dentro de si, um caminho que a levava até às suas idéias e convicções outrora descartadas por acreditar serem simples demais. Percebeu, principalmente, que ainda podia ser vista.&lt;br /&gt;Mas é claro, todos sabem. Beber desinibe. Desinibe qualquer um a ser qualquer coisa.&lt;br /&gt;Não é nada mágico, nem um remédio.&lt;br /&gt;Mas não contem isso a ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4251776510857275807-4401111696341150510?l=thevinside.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thevinside.blogspot.com/feeds/4401111696341150510/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4251776510857275807&amp;postID=4401111696341150510' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/4401111696341150510'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/4401111696341150510'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thevinside.blogspot.com/2008/07/dois-jagers-e-duas-tequilas.html' title='dois jägers e duas tequilas'/><author><name>Verônica Lemus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08500861381297175732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wLyA1WA2aGU/SQKY8CVMIgI/AAAAAAAAACw/IgzoB7jvdEE/S220/lingua+avatar.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4251776510857275807.post-5184705520166813739</id><published>2008-07-17T19:12:00.012-03:00</published><updated>2008-07-17T23:57:31.944-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>Escritores não foram feitos para serem amados</title><content type='html'>Escritores não foram feitos para serem amados. Escritores foram feitos para amar. Para amar e sofrer. Porque sem saber o que é dor, sem saber o que é o amor (em 1ª pessoa e sempre no singular) não é possível escrever. Não é possível ter algo para dizer. Dizer e fazer o outro sentir.&lt;br /&gt;Mas, ser amado? Não! Um escritor não precisa disso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso fingir que sou amado. Mas não posso fingir que sofro. Posso fechar os olhos e imaginar outros olhos me observando enquanto durmo. Posso inventar uma história em que eu sou o grande e único e verdadeiro amor de outra pessoa. Mas não posso fingir que derramo uma lágrima. É preciso sofrer.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas não é você quem escolhe. Você não decide ser um escritor e então, decide sofrer. Primeiro você sofre. Depois, torna-se um escritor. Mas não basta sofrer por um ou dois dias. Ou por um ou dois amores. É preciso sofrer sempre, constantemente. É preciso estar amando sempre. Amando e desamando por toda a vida. Mas ser amado? Isso nunca!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Claro, você até deseja ser amado. Na verdade, isso é tudo o que você quer. Você chora e morre por cada amor não correspondido. Você grita e chora e sofre e deseja ardentemente ser amado. E quanto maior é o desejo, maior a impossibilidade e maior o sofrimento. E quanto mais sofrimento, mais textos, mais páginas, mais se é um escritor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sexo? Casamento? Isso não é amor. Ou melhor, é, mas apenas unilateralmente. Quem ama é você. Mas você não é amado. Você é um escritor. E escritores não foram feitos para serem amados. Nós inspiramos. Mas não servimos como inspiração. Nosso amor existe apenas para servir de clichê para aqueles que serão amados.&lt;br /&gt;E é assim e pronto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4251776510857275807-5184705520166813739?l=thevinside.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thevinside.blogspot.com/feeds/5184705520166813739/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4251776510857275807&amp;postID=5184705520166813739' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/5184705520166813739'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/5184705520166813739'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thevinside.blogspot.com/2008/07/escritores-no-foram-feitos-para-serem.html' title='Escritores não foram feitos para serem amados'/><author><name>Verônica Lemus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08500861381297175732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wLyA1WA2aGU/SQKY8CVMIgI/AAAAAAAAACw/IgzoB7jvdEE/S220/lingua+avatar.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4251776510857275807.post-3777971141531401693</id><published>2008-07-10T17:05:00.004-03:00</published><updated>2008-07-18T00:03:27.555-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='vida'/><title type='text'>No ônibus</title><content type='html'>Entrei no ônibus. Eram 6:46 de uma manhã de inverno. Com as pálpebras ainda lutando contra a inércia do sono, dei bom dia ao cobrador. O sorriso entusiasmado que ele me deu deixou entrever que conhecia empiricamente minha batalha matutina.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como de costume, escolhi um assento do lado esquerdo, na janela, de onde eu poderia executar minha tarefa de juiz sem julgar. Esse era o meu momento. Reunião de pais, conselho de classe, diretor totalitário, tudo isso podia esperar. Assim que eu chegasse ao meu destino logo esses assuntos teriam de volta seus lugares em minha cabeça. Mas não agora. Não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do meu assento eu podia observar dois mundos: Um que corria lá fora, louco, apressado, numa harmonia abstrata regida pelo caos. O outro era contido. Forçadamente contido. Alguns moradores do ônibus não se preocupavam. Riam, discutiam sobre colesterol, davam conselhos às mães cujos bebês choravam. Mas a maioria recolhia-se a murmúrios ternos, a pedidos quase inaudíveis de com licença. E eu fazia parte da maioria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A viagem até a escola dura uma hora. Muito mais do que o necessário, e muito menos do que eu gostaria, porque era ali, dentro de um ônibus, que tudo podia acontecer, mas não acontecia. Dada a devaneios, eu gostava de criar situações ilusórias, até irrisórias, mas não como a de hoje, em que um homem estranho veio para o mundo de dentro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Suspeito. Foi o que decidi que seria o sujeito de touca e agasalho azul marinho passando pela catraca e cobiçando um lugar vago que não encontrou. Meu assento não ficava no fundo para onde achei que ia o homem, de modo que ele coçava a orelha a três bancos de distância. A barba por fazer mais revelava do que escondia uma cicatriz no queixo, daquelas brancas em alto relevo.Os olhos caídos que não paravam quietos esbarraram com os meus. Por um momento achei que o mundo havia sumido. Vi-me sentada, empertigada, obrigada por forças inexplicáveis a sustentar um olhar que eu não desejava. O rosto ameaçador do homem me provocou repulsa, seguida por um arrepio que não teve força para tornar-se concreto. No entanto, com minha prática nesse ofício de observar, cujo um dos atrativos era justamente a possibilidade de ser pega, desviei a vista sem revelar qualquer sentimento. Pura dissimulação. (Capitu sentiria inveja).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele segundo de intimidade pôs a pulga em seu lugar. Será que o homem imaginava que seu olhar o traía? Que nenhuma luz néon podia deixar mais claras suas intenções? Talvez fosse um novato. Alguns assaltantes poderiam achar fácil começar com um ônibus desprevenido, não sei, não entendo de assaltantes, mas entendi aquele olhar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Instantes depois, percebi que o homem olhava para trás de si, procurando chamar a atenção de um outro rapaz que enfim respondeu. O homem foi em sua direção, trocaram palavras, não! Eram códigos.&lt;br /&gt;- O padrinho já tá em cima, véio, Ele qué as medida dos tecido.&lt;br /&gt;- Por que tu acha que tamo nessa? É pra comprá os tecido, meu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tive certeza de que o padrinho era o chefe, e o tecido um contrabando. Provavelmente armas. Queriam o dinheiro para pagar por elas. Mas que fosse qualquer contrabando, não importa, não estavam brincando. Será que haveria tiros? Feridos? Não ousei continuar o pensamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O som das batidas eufóricas do meu coração avisou-me cedo demais que eu estava entrando pânico. (Que me deixasse em pânico na hora certa, oras! Odeio sofrer antecipadamente.) Pensei em descer do ônibus, mas a coragem já havia desembarcado, afinal, eu poderia ser o pretexto para que o homem avançasse com violência sobre o mundinho que se comportava.&lt;br /&gt;E agora Capitu? Seria minha vez de ser traída pelos olhos? Era. O cobrador percebeu que eu estava agitada mesmo sem ter mexido um músculo. Imaginei se mais alguém notara o que estava para acontecer, mas parecia que somente o meu coração conhecia a música. E ela não era de amor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num movimento brusco, o homem e o rapaz se levantaram. É agora. A música era um solo e eu quase podia enxergá-la. O rapaz tirou uma pistola debaixo da camisa. É agora. Um acorde alucinante se derramou em lágrima. É agora. O homem gritou um uivo rasgado e segurava uma faca na mão. PARADOS!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E então desembarcaram.&lt;br /&gt;Quando acordei, vi o cobrador me olhando com surpresa. Uma mãe que estava ao seu lado discutia com alguém para que chamassem um médico.&lt;br /&gt;- Não, a moça acordou. Você está bem?&lt;br /&gt;Eu estava?&lt;br /&gt;- O assalto! - eu exclamei, assustando os curiosos tão eficientes em opinar, mas sem talento para socorros.&lt;br /&gt;O assalto. Levantei-me do assento, dispensei os cuidados e puxei o cobrador pelo braço. Não houve arma, nem faca, nem uivos.&lt;br /&gt;- No que estava pensando moça?&lt;br /&gt;Em nada, cobrador. Em nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4251776510857275807-3777971141531401693?l=thevinside.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thevinside.blogspot.com/feeds/3777971141531401693/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4251776510857275807&amp;postID=3777971141531401693' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/3777971141531401693'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/3777971141531401693'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thevinside.blogspot.com/2008/07/no-nibus.html' title='No ônibus'/><author><name>Verônica Lemus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08500861381297175732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wLyA1WA2aGU/SQKY8CVMIgI/AAAAAAAAACw/IgzoB7jvdEE/S220/lingua+avatar.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4251776510857275807.post-5118198225222976219</id><published>2008-06-14T21:07:00.005-03:00</published><updated>2008-07-18T00:03:50.448-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='amor'/><title type='text'>enquanto isso, há dias...</title><content type='html'>... e enquanto isso, ele chorava.&lt;br /&gt;e não foi preciso dizer uma só palavra&lt;br /&gt;há dias seu coração não parava de gritar&lt;br /&gt;pelo quê, nem ele, nem ela podiam imaginar&lt;br /&gt;apenas gritava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e ambos sonhavam&lt;br /&gt;ambos se amavam&lt;br /&gt;ambos gritavam&lt;br /&gt;há dias tudo era diferente&lt;br /&gt;as cores, as luzes, os quartos&lt;br /&gt;cada canto, cada rua&lt;br /&gt;tudo era diferente&lt;br /&gt;e nem ele, nem ela sabiam dizer&lt;br /&gt;nem ele, nem ela sabiam o que fazer&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;e ambos choraram&lt;br /&gt;ambos se amaram&lt;br /&gt;ambos se olharam&lt;br /&gt;há dias tudo era perfeito&lt;br /&gt;há dias tudo ficou confuso&lt;br /&gt;e enquanto isso, ele dormia&lt;br /&gt;e enquanto isso, ela chorava.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4251776510857275807-5118198225222976219?l=thevinside.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thevinside.blogspot.com/feeds/5118198225222976219/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4251776510857275807&amp;postID=5118198225222976219' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/5118198225222976219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/5118198225222976219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thevinside.blogspot.com/2008/06/blog-post.html' title='enquanto isso, há dias...'/><author><name>Verônica Lemus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08500861381297175732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/_wLyA1WA2aGU/SQKY8CVMIgI/AAAAAAAAACw/IgzoB7jvdEE/S220/lingua+avatar.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-4251776510857275807.post-3519490447638948860</id><published>2008-06-10T20:51:00.008-03:00</published><updated>2008-07-18T00:04:02.037-03:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='idiotices'/><title type='text'>Irashaimase!</title><content type='html'>decidi que ia contar tudo.&lt;br /&gt;decidi que queria me expor.&lt;br /&gt;decidi chamar toda a atenção pra mim.&lt;br /&gt;decidi parecer ridícula pra quem quer que fosse.&lt;br /&gt;decidi tentar fazer piada.&lt;br /&gt;decidi que seria melhor levar tudo a sério.&lt;br /&gt;decidi que não ia mais me importar.&lt;br /&gt;decidi falar o que eu quiser.&lt;br /&gt;decidi que nada é tão importante.&lt;br /&gt;decidi criar coragem.&lt;br /&gt;decidi fazer o que eu tiver vontade.&lt;br /&gt;decidi não fazer diferença alguma:&lt;br /&gt;decidi criar um blog...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;... e decidi começar mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/4251776510857275807-3519490447638948860?l=thevinside.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://thevinside.blogspot.com/feeds/3519490447638948860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=4251776510857275807&amp;postID=3519490447638948860' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/3519490447638948860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/4251776510857275807/posts/default/3519490447638948860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://thevinside.blogspot.com/2008/06/irashaimase.html' title='Irashaimase!'/><author><name>Verônica Lemus</name><uri>http://www.blogger.com/profile/08500861381297175732</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='21' height='32' 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